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 A narrativa original é contada por Robert Walton (numa carta dirigida a sua irmã), que estava navegando em seu navio pelas regiões árticas, porém, o navio fica preso no mar congelado. A tripulação vê uma criatura se mover num trenó puxado por cachorros. Depois o mar se agita, liberando o navio, eles avistam Victor, moribundo e exausto e acabam por acolher o próprio. A partir daí, ele começa a narrar todo seu infortúnio causado pela criatura.

Por muito tempo, vim teorizando tudo que aconteceu a partir que ele subiu no navio. É fácil citar que seu estado, tanto físico como mental estivesse desgastado, não que eu queira o denigrir, mas poderia muito bem ter distorcido os fatos da questão; Após um longo estudo dos acontecimentos, de sua vida jovem e de algumas datas, enfim, venho com a nova narrativa de Frankenstein.

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Victor teve uma infância feliz em Genebra, era um filho exemplar, dedicado aos estudos e apaixonado pela ciência, ele tinha uma "irmã" adotiva, Elizabeth e seu melhor amigo, Henry, ao fim de sua pacata adolescência, ele é mandado para a universidade de Ingolstadt, mas sua mãe morre antes de sua partida, sem antes pedir ao seu filho que se casasse com Elizabeth, o mesmo era profundamente apaixonado por ela.

Victor começa a se dedicar as ciências naturais graças aos seus professores, que encaminharam a este rumo devido ao descredito que tinham sobre a alquimia. Nesse meio tempo, algo que não é citado na narrativa acontece: Elizabeth fica gravemente doente.

Muitos médicos passaram dia após dia tentando amenizar o quadro da moça, mas a doença (que não conseguiam diagnosticar) não foi contida e lentamente o corpo de Elizabeth definhava no leito da cama.

Desesperado, Victor se dedicou a se aprofundar em seus estudos, pois, além de procurar alguma fórmula de salvar sua amada, também superaria qualquer cientista famoso, inclusive "Deus". Após saber que a Elizabeth já estava "irreconhecível" devido a doença, o cientista resolveu criar um novo corpo para ela, saudável e perfeito, tal ideia era simplesmente absurda, mas Victor estava desesperado.

Ele conhecia os homúnculos, só que precisaria de material para fazer criar o mesmo, sabia que não brotariam magicamente de mandrágoras como muitos acreditavam. A matéria que precisava, deveria ser morta e pra isso, ele teve que explorar o frívolo cemitério mais próximo.

Pode ser até desumano violar túmulos e destroçar partes de corpos, mas as pessoas já estavam mortas, não se importariam, não sentiriam...

Tinha enorme pressa, não poderia ser pego, a opinião pública e a universidade atormentariam sua vida! Muitos cadáveres estavam tão podres que seria inúteis de serem usados, como o tempo estava muito ralo, ele pegou partes sem se importar se era de mais de uma pessoa, de outro gênero ou idade.

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Em seu laboratório se trancou, o saco que trazia nas costas estava coberto, obviamente, de sangue. O homem despejou aquilo na mesa, serrou algumas partes que sobrariam, mesma a carne morta ser mais frouxa que a viva, ele cortou com dificuldade, depois, num quebra-cabeça infantil, ele montou um enorme corpo desproporcional. Ele não deixa claro como descobriu a formula de criar a vida, talvez quisesse tomar o crédito inteiro para si, ou não deixar outro tolo ganancioso brincar de Deus como ele fez.

O ponto da história que ele dá enfoque é o nascimento, (ou seria renascimento em partes?) de sua criatura, levou dois anos de intenso trabalho, a criatura era a cobaia perfeita para criar vida. O ser nasce, diferentemente do que se pensava, a criatura (vulgarmente conhecida como "Frankenstein") havia nascido com pouco conhecimento do mundo, ao invés de se enojar, Victor fica orgulhoso de seu trabalho, sabendo que poderia criar o corpo perfeito para Elizabeth.

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Victor avisa ao ser que precisaria partir para Genebra e pede á ele para obter partes novas, para poder concluir seu objetivo. Frankenstein acata a ordem do seu criador e parte pelas ruas desoladas. Victor se encontra com Henry, alegando estar com um terrível quadro de febre.

Henry cuida dele até que ele melhore, depois, o cientista se dirige para o seu lar e fica transtornado ao saber que grande parte da herança da sua mãe seria entregue para seu irmão mais novo, William.

Dias depois, Frankenstein retorna, ele é capaz de falar e escrever, devido ao tempo que se dedicou a observar e ajudar uma família de nobres exilados em silêncio, ele dá poucas partes desmembradas á Victor, alegando que não pode pegar mais porque foi terrivelmente perseguido por aldeões. Ele começa a questionar o seu criador se não poderia parar, já que começou a sentir afeto pelo modo humano.

O criador apenas disse que lhe retribuiria mais tarde, depois que ele eliminasse o irmão sortudo e pra isso teria que incriminar Justine, a empregada, que tinha um corpo perfeitamente saudável. Frankenstein mata o garoto e incrimina Justine, colocando uma joia do menino nas coisas dela.

A empregada é enforcada e Victor se aproveita da oportunidade de garantir o corpo perfeito. Frankenstein vai até a recém-feita vala da moça e a retira sem hesitar.

Com tudo pronto em Orkneys, Frankenstein exige de Victor sua recompensa: Além da criatura estar livre de  matar pessoas e ter que desmembrá-las, o cientista iria reconhece-lo como seu filho. 

A surpresa surge quando Victor se nega ao faze-lo, ditando que a criatura era apenas uma cobaia descartável assim que perdesse a utilidade, ou seja, quando os preparativos estavam já prontos. Frankestein alega que Elizabeth já não tinha salvação e não permitiria que ele criassem mais uma criatura para ser rejeitada e desprezada pelo mesmo em sua loucura satânica.

O monstro então destrói o "corpo" que Victor estava cuidando, furioso, o cientista o amaldiçoa e foge, mesmo sabendo que Frankenstein iria segui-lo e detê-lo, o mesmo acaba indo se encontrar com Henry.

Como muitos aldeões queriam capturar o monstro, Victor mata o seu amigo e forja a cena para parecer que a criatura o matou, só que seu plano vai pra buraco, e ele acusado, graças a um um forte e bem pago alibi, Victor é inocentado e levado de volta a Suíça, lá, ele pretende casar imediatamente com Elizabeth.

Ele fica sozinho com a moça. Mesmo não a visitando devido ao seu estado. Victor temia um possível confronto com o ser, até que ele é surpreendido com a visão de Elizabeth morta no leito da cama, seu corpo já estava em estado de decomposição avançado. Frankenstein aparece e explica que ela morreu esperando por ele e como Victor desperdiçou seu tempo criando um novo corpo para ela, Elizabeth acabou morrendo sem vê-lo.

Frankenstein deixa seu "pai", para que pagasse caro pelos seu atos, e sozinho, corroído por sua própria loucura e irado, Victor promete destruir sua criação com toda a fúria que tinha no seu corpo. Seu pai acaba falecendo de desgosto, devido ao descaso de Victor com a própria família.

O cientista encontra a localização de Frankenstein e começa a caçá-lo, o fundo de investimento que ele usava era a herança gorda que recebeu após a morte de toda sua família. O monstro decide caminhar em direção a uma região longínqua, na intenção de que Victor não prejudicasse mais ninguém além dele mesmo, até que o Victor é encontrado no ártico e resgatado por Robert. Lá, ele conta a história fantasiosa de seus atos, para encobrir sua culpa e ter a possibilidade de ver o monstro morto. Mas no fundo, acaba lentamente tendo sua mente corroída a cada mentira contada. 

Na trama final, Frankenstein invade o navio, Victor está terrivelmente debilitado na cabine. O monstro finalmente confronta seu "pai", alegando que tudo aquilo acabou e que jamais deixaria alguém criar "vida" com as próprias mãos.

Victor começa a delirar dizendo que aquilo não era real e sim um belo roteiro de livro e que na verdade, tudo que ele havia narrado era verdade. Frankenstein tenta orientar Victor que tudo aquilo que ele disse nunca aconteceu daquele jeito, entretanto, o cientista estava preso em suas próprias mentiras. Seu corpo entra em colapso devido a hipotermia e acaba por morrer.

Frankenstein fica imensamente desolado, pega o "pai" nos braços e decidi partir, sem antes falar á Robert que seus crimes terminaram bem ali, com a morte de Victor e que ele caminharia até o extremo-norte para se suicidar e livrar a humanidade de sua ameaça.

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Após receber a carta da senhorita Walton, que tinha recebido de seu irmão, Robert, fiquei intrigado com seu conteúdo, seria mesmo isso real? Ou uma brincadeira dessa mulher, que escreveu apenas para confundir-me?

Parti em busca de respostas, fui a Genebra, e descobri que Victor realmente existiu, que ele era um cientista importante e que toda a sua família estava morta, fiquei desanimado em saber que não teria ninguém aqui para esclarecer a verdade. Até que pedi para visitar o navio de Robert Walton.

A cabine estava intocável, o capitão a via com mau agouro e respeitei sua decisão, lá caminhei e pensei se aquilo era real, Robert alegava claramente que tudo aconteceu ali. Sentei naquela cama, até sentir algo sólido debaixo do colchão, ao verificar, vi uma garrafa com uma mensagem, eram duas ou três folhas.

Lá eram as notas de um certo monstro de carne retalhada. Talvez quando ele tivesse ido atrás de Victor, ele tenha deixado, para que as pessoas soubessem quem era o cientista de verdade. E assim eu descobri, horrorizado dos fatos.

A mensagem guardei comigo, sabia que de nada adiantaria, já que Victor se encontrava morto, mas eu sabia que a verdade ficaria guardada comigo para sempre.

Victor era o verdadeiro monstro.

(OC criada por CherryBell)

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