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Tony

Todos na infância tem um amigo esquisito,eu não fui exceção,não quero informa seu nome pois não sei o que ocorreu com ele desde que eu me mudei do interior,eu diria que ele era a caricatura perfeita de uma criança medrosa,mas ele tinha sempre alguém para olhar por ele.Ele era Tony.

Tony,era na visão do jovenzinho uma criatura "fofa",quando ele o descrevia sempre dizia de maneira orgulhosa: "Tony é meu protetor,ele é gordinho pois guarda todo carinho em sua barriguinha,tem braços curtos e fortes para vencer qualquer inimigo ,tem um focinho fofinho e orelhas fofinhas e acima de tudo tem fome de carne",nunca entendi a ultima oratória,"acima de tudo,fome de carne"?Até agora.

Bem,nunca me importei tanto sobre o Tony,afinal eramos crianças,porque eu iria me importa?Ele era meu amigo e isso importava,todavia,algo me assustava nesse jovenzinho e não era o Tony,era os seus pais.A aparência desse casal era muito peculiar,a mãe andava com um sorriso na cara,tinha cabelos pretos longos e falava de assuntos sem sentido nenhum,como por exemplo "Você gosta do Tony?"ou "Já admirou Tony?",eu uma criança inocente que tinha medo desse sorriso bizarro dizia : - "Bem...eu gosto" e todos eram sobre Tony.

Quando eu afirmava isso,ela chegava perto de minha orelha e seu sorriso bizarro distorcia para uma careta estranha(eu já tive o desprazer,em minha infância de virar minha cara e ver a sua face distorcida,os músculos do rosto se contorciam e ela tentava manter o sorriso,suas pálpebras mostravam diversas linhas de expressão,seus lábios ficavam contorcendo e tremendo,sua boca lutava para ficar aberta e antes de falar,começava a salivar)ela dizia. -"Ele sabe que você mente....e Tony não...gosta de meninos mentirosos".

Ela fedia a mofo,usava uma camisa branca com os escritos "Oi,eu sou a vida",todos os dias ficava na cozinha,fazendo em uma panela de ferro industrial velha,aonde colocava sempre pedaços de galinhas cruas um cozido estranho,marrom e fedorenta.Já o seu pai era um homem silencioso,raramente aparecia.Acredito que trabalhava de noite,quando o víamos sempre ele parecia assustado.Tinha olheiras profundas,com uma barba mal-feita e com uma camisa preta e suada,junto com sua calça jeans, e um cabelo bagunçado.Parecia um padrão entre os dois,só que a um detalhe marcante,sua camisa tinha escrito "Oi,eu sou a morte".

Quando ele me via,eu sabia,"vai começar o interrogamento".Ele chegava a mim,com seus olhos grandes,me olhava fixamente nos olhos e começava a pergunta: "Você vai a igreja?;Sabe o que eles colocam na sua água?;Sabia que eles enganam você?Etc...".Como sempre,me desviava dos assuntos simplesmente andando para outro lado,até sumir da vista dele.Ele também parecia um louco,só que em determinado momento dizia "ele observa você".

Eu não entendia,mas minha mãe não queria que eu ficasse perto do jovenzinho de pais estranhos,sempre que possível escutava algumas conversas dos meus pais sobre isso,principalmente depois de eu passar uma tarde em sua casa. Chatiada,começou a brigar comigo - "O que anda fazendo com eles?" ela dizia;- "Eles te deram algo para comer?",ela dizia. Dentre isso,dizia que não.Negava a tudo que me ofereciam,um dos motivos de voltar para casa com fome e simplesmente querer ignorar a conversa com minha mãe.

Neste mesmo dia,fiquei comendo sozinho na varanda,aqui minha família comia reunida mas neste dia foi diferente,meu pai já havia chegado e dentro de casa era possível escutar meus pais brigando,mesmo com fome e comento tudo de maneira rápida,não havia acabado com o prato.A conversa parecia interessante e resolvi tentar escutar,a partir desses eventos eu comecei a entender a importância de Tony.Escutei:

- Eles são loucos!.Disse minha mãe. - Marta,esqueça isso estou cansado,o dia foi puxado e ainda devo fica escutando essas loucuras? Falava meu pai.

- Sergio,escute.Eu juro por Deus,uns dias atrás eu os vi entra no porão da casa deles com uma panela de industrial velha,resolvi me aventurar e quando eu cheguei perto do porão,veio um fedor de podre horrível!Eles vão levar minha criança para algum ritual satânico e você,um imbecil que não se importa por sua família,somente com a merda da fazenda de seus país vai permitir que isso ocorra! Ha partir daqui o tom fica mais alto e isso me fez perde meu apetite e também havia concluído um pensamento infantil.O problema eram minhas amizades e ele sendo o meu único amigo,eu deveria defende-ló!Eu deveria apoia-ló! E se meus país não gostam dele por uma estranheza familiar vou deixa-lós.Puro pensamento patético de criança.

Meu coração apertava,fiquei triste por causa da briga e a noite caía,minha varanda ficava de cara à porteira e assim com minha mentalidade infantil,tomei a pior decisão da minha vida,resolvi fugir para casa de meu amigo,pulei a porteira e corri.A noite caía e cada vez mais que eu andava mais e a floresta se fechava comecei a escutar barulhos estranhos.Pássaros voavam para o horizonte,escutava os animais da floresta e eu continuava andando e a noite caia.Em determinado momento comecei a escutar coisas estranhas,pareciam me chamar e assim comecei a me desesperar,quase tinha certeza do rosto da mãe de meu amigo atrás de mim,com seu sorriso deformado pela força que usava nas expressões,com sua testa cheia de linhas de expressão,salivando e bafando em cima de mim.

Quando virei rápido meu coração parecia que iria parar,o rosto dessa vez,estava pálido,ofegante e sua língua saiu lentamente de sua boca.Virei o meu rosto e tentei correr,o "ser" agarrou o meu braço me puxando com força para a floresta,o medo era evidente me segurava para não me mijar,era também presente os meus olhos se enchendo de lágrimas e assim tive a atitude de qualquer criança de 9 anos de idade.Gritei de chorei,soluçava e sendo franco,não pude me segurar e mijei,ela me puxava com força e parecia adentrar a floresta,logo lembrei, a casa deles não era pelo caminho de barro mas sim dentro da pequena floresta e no final,o meu medo me congelou e assim eu apaguei.

Acordando não intendi aonde estava,havia uma mesa de jantar e no centro um bolo,ele não era bem feito,o glace estava totalmente esparramado pelo bolo,a cobertura saia de dentro dele e encima havia uma vela de cera acessa e era a minha unica fonte de iluminação.Eu estava amarrado a cadeira e sem pestanejar,comecei a gritar - "Socorro!".Era em vão.O choro não parava e eu soluçava,foi o pior dia de minha vida.

Atrás de mim senti a presença de alguém,era de novo a maldita mulher,comecei a barganhar pela minha vida e ela me ignorava,eu dizia - "Me solte!Por favor! O que eu fiz para você?" - ela não me dizia nada,só observava o bolo na minha frente,enquanto ela contornava a mesa,cantarolava,parecia uma cantiga de ninar,virou com um olhar de gelar a espina e de novo me perguntou - "Você adora Tony?" continuou "Ele estava te esperando,te observando,só esperando quando se rebelasse aos malditos que retiraram você da família".Ela foi andando para atrás de mim e colocou um saco em minha cabeça,a partir de agora,minha esperança já havia se esvaído e só suplicava para Deus que me perdoa-se por tudo.

Ela havia me tirado da cadeira e amarrado minhas mãos,escutava barulhos estranhos,havia uma parecida uma musica de ninar,ao mesmo tempo o choro de uma bebe,o barulho de estática de uma tv velha e era observável uma silhueta sentada vendo a tv,o choro se repetia sempre,era infernal! Eu me sentia se distanciando do barulho e o silêncio era presente,somente meu soluçar quebrava o silêncio .Comecei a sentir que descíamos,eram barulhos de ranger de velha madeira e o cheiro de mofo e acredito que fosse sangue me atingiram.Para aonde eu ia?Era o inferno?

A partir dai,o saco era confrontado com luzes mas ainda era difícil distinguir qualquer coisa,foi ai que tiraram o saco,comecei a respirar de maneira acelerada e o desespero voltou a tomar minha alma,o que eu iria falar?minha mente travada de desespero,medo não era o que descrevia aquilo,era o puro terror!Eu fui amarrado de novo,mesmo sendo uma criança entendi .Vão me mostrar algo e o show iria começar.

O cheiro de sangue,fedor de podre e luzes ruins,sangue sobre todo o chão e uma cadeira vazia a direita e outra a esquerda,na minha frente,havia uma tipo de cortina longa feita de trapos vermelhos,a partir dai uma figura saiu de baixo da cortina,era o pai de meu amigo e estava tremulo eu não entendia o porque,mas parecia que ele estava ansioso e ele não parava de dizer - "Ele quer ver você "; -"Você não sabe como ele quer ver você,ele quer você!" - "Quem?".Eu perguntei,ele que parecia agitado ajeitando a cortina,deixou sua coluna ereta e virou de maneira rápida e precisa dizendo - "Tony". Tony,a droga do guardião dessa família,eu não dava importância para ele,acreditava que só era só um amigo imaginário pelo menos era isso que minha mãe me dizia sobre a crença deles.

- "Tony?..." sendo interrompido com a presença da maldita mulher,esta descia com uma panela velha de ferro,ela me olhava com o mesmo olhar bizarro,atrás seguia o meu amigo,ele estava segurando o bolo e eu havia gritado seu nome,mas me ignorava e este colocou o bolo na minha frente a mulher ficou também ao lado direito da cortina,o maldito homem falou - "Vamos começar!" - A parir de agora,o meu amigo havia me pedido desculpa e correu para cima,sua mãe o ignorara,seu pai estava empolgado puxando a correia da cortina,ela ia para cima e a surpresa apareceu.

O que eu vi marcou minha vida para sempre,atras da cortina se encontrava uma maquina bizarra,sua base era revestida com um tipo de folhagem,no centro dessa folhagem se encontrava um tipo de circulo com três cabeças de gato viradas para mim,meus olhos não acreditavam nisso,enquanto avançava,ao lado da maquina se encontrava dois manequins com cabeça de bode,na frente,uma bacia com um feto(na época não sabia o que era)neste mesmo nível era observável uma comporta com fogo,enquanto subia era notável "mãos de ferro"(seja la o que fosse) que pareciam lambuzadas com algo e seu topo era da cabeça de um porco.Trás era escuro e não se notava o que se tinha,mas tinha algo la.O maldito falou - "Este é Tony.Diga ola!" - Disse,eu então com raiva e desespero falei - "Mas o que é isso!?Que droga é essa?!Me tirem daqui seus loucos de merda! Me tirem daqui agora!Seus satanitas malucos!" - Eu simplesmente explodi e ele me disse: - "Satã?Nosso líder não é o seu deus mitológico!Ele não é o diabo e muito menos seu deus fraco!Ele existe!E ele provoca vida a partir da morte,ele é o vomito da ordem natural,ele é as cabeças decapitadas de soldados e ele tem um plano para você " - Meus olhos voltaram a encher de lágrimas,mas dessa vez o soluçar estava me levando a querer vomitar,isso desviou minha atenção e eu respondia não,mas só porque não queria acreditar naquilo.

Ele me disse,mesmo eu não me importando - "Ele veio te salvar da ignorância,do mal e da sociedade.Ele é o caos e faz a ordem,ele é a morte e faz a vida,ele veio te salvar desse mundo!Tony é o caos!Tony é a morte!E a partir disso,ele faz sua criação!",Ele balançou a cabeça e imediatamente a mulher foi atrás da bacia,abriu a pequena comporta e jogou todo o grude fedorento na fornalha,a partir dai uma sinfonia demoníaca começou,no fundo um disco começou a ser tocado,pequenas luzes começaram ascender atras e era observável um show de marionetes macabras,a maioria com cabeça de animais e corpos de crianças,(se eram vítimas?Eu não sei.)Um boi em um corpo de um menino era manipulado por fios de aço sincronizados,haviam caixas com milhares de fios sendo puxadas,havia uma menina com corpo de ovelha,pássaros manipulados por fios com cabeça de gatos,havia uma criança pequena com cara de cachorro e mais 3 animais desse pequeno "reino" de faz de contas,todos sendo manipulados por fios de aço,minha barriga não aguentou tamanha agressão,vomitei totalmente na frente.As mãos movendo sem ritmo,as cabeças de gato se mexendo,pássaros com cabeça de gato,crianças com cabeça de animais,todos sobre um fundo de musica de Jazz,o choque de toda aquela bizarrice me levou a desmaia.

Enquanto desmaiado,tive um sonho,a dona vaca convidava a senhora raposa para dançar ao redor de Tony,dançavam e se beijavam,o Dr.Boi dilacerava a dona cabra,a criança cachorra era devorada pelos gatos pássaros e no final,a dona égua me convidava para dançar na barriga de Tony,nesta dança,ela derretia enquanto eu sentia um calor infernal,sentia minha pele sair de mim e uma voz no fundo falando que nunca iria me deixar,a dona égua derretia,seus olhos se saltavam e havia virado uma sopa de carne.Acordei nesse momento.Desta vez minha situação estava melhor,ao acorda estava nos braços de minha mãe,sem entender o que havia ocorrido.

Fora eu observava apático,enquanto minha mãe me abraçava,policiais levavam os pais de meu amigo para fora,o que ocorrerá?Meu pai havia me explicado que quando eu fugi,eles haviam me encontrado e me prendido,meu pai começou a procurar e foi um pequeno rapaz na mata chorando que disse o que ocorreu,ele chamou os policiais e assim pegaram eles,foi por perto das 3 hrs da manha o acontecimento,eles me disseram que eu fiquei 7 hrs com eles.Eu sem entender achei que tudo não passasse de um sonho,e que o pior iria ocorrer,fechei meus olhos e só dormi.

Hoje se passaram 20 anos do que ocorreu,passei por psicólogos para me tratarem e nunca mais falei com meu amigo.Hoje neste dia,dormi e um cheiro podre e fedorento que me lembrava desses eventos, começou a sair do armário e ela começou a abrir lentamente,tomei a coragem a abrir o armário a partir desse momento eu entendi,o que ele(o pai de meu amigo)quis me dizer:

Tony sempre estará sempre me observando.

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