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Primeira Parte: The Broken Twins


O celular tocava incessantemente, aquela música interessante da banda favorita de Matthew acabou se tornando um incômodo, desde que não conseguia parar de tocar. E ele, dirigindo seu carro, só podia olhar de vez em quando para aquele aparelho de poluição sonora; sempre mostrando: Alice chamando. Alice chamando.

Se ferre Alice, ele estava rumando para sua mais interessante missão... Numa fatídica casa que ele estava disposto a visitar, mesmo sozinho, para inflar seu ego, para poder alcançar um respeito maior dos outros apenas para lhes pisar. Tendo em vista isso, desligou o celular.

A noite, muita diferente de qualquer outra antes, indicava que o passar dos anos dera um novo pesar para este rumo da história, e desse modo, só fazia com que o rapaz ficasse mais ansioso ainda.

Ele resolveu parar quando estacionou o carro em frente àquela casa. Parecia tudo como as fotos dos jornais e dos sites que ele havia visitado antes de decidir confrontar o ar frio que aquele local proporcionava, mas havia algumas diferenças: a casa parecia mais suja, a grama havia crescido consideravelmente e o portão estava enferrujado.

- Ok, Matt. Esse é o melhor momento para você fazer um pouco de história, vamos lá. - disse o rapaz, empunhando uma câmera de vídeo numa das mãos. Ele começou a gravar e fez uma pequena apresentação para seu canal de vídeos no Youtube.

- Hyas, aqui é MattVonD falando, hoje estou prestes a desmascarar um dos maiores mistérios da cidade: O assassinato da família DeVille. Dizem que o gêmeo mais velho matou os pais e cometeu suicídio. O resto do pessoal e segundo alguns sites de lendas cabulosas dizem que o irmão mais novo levou o corpo do irmão mais velho embora, e apenas dizem que "ele deu um jeito para que nunca ficassem separados".

Nesse momento, Matthew fez um careta de medo, como se estivesse zuando. Depois abriu o portão enferrujado, no qual teve que dar alguns empurrões com o pé para conseguir uma abertura mínima onde ele só conseguiria passar de lado.

- Bem, essa é a parte da frente da casa. Parece que tudo está bem por aqui. Nada de fantasmas ou algo do tipo, buuuhh. - Ele filmou toda a varanda da casa e mais o quintal, de onde ele veio, em seguida, tentou abrir a maçaneta da porta mas não surtiu nenhum efeito, ela estava fortemente trancada.

- Hunf, que droga. Vou ver se tem alguma janela por aqui.

E assim foi feito, ao dar a volta no lado direito da casa, viu uma janela quase aberta, a qual não teve dificuldades para escancarar e com um pequeno salto, entrar quase caindo. A câmera escapou de suas mãos, e ele a pegou a alguns metros de distância.

- Ok, não quebrou. Que lugar imundo, podiam pelo menos varrer isso aqui de vez em quando. Isso vai acabar com a minha bronquite...

Matthew pigarreou, um pouco alto demais, deu uns tapinhas na camiseta para tirar o pó e logo viu que estava na sala, onde uma poltrona estava virada e o sofá, mal colocado. Havia marcas de sabão que haviam mofado na parede, uma tentativa de limpeza das palavras que nunca saíram: NUNCA IRÃO NOS SEPARAR.

- Sabem de uma coisa? Dizem que os policiais nunca mais quiseram investigar esse lugar depois da morte de um dos detetives que liderava o caso. O rapaz ficou filmando os dizeres na parede, como se estivesse examinando a fundo aquilo, como se algo tivesse chamado sua atenção e o hipnotizado por uns momentos e durante todo esse tempo, só se ouvia um silêncio, que foi quebrado quando a câmera foi jogada longe. Era possível ver alguma coisa se movendo, uma silhueta, algo qualquer parecido com uma grande criatura se aproximando de Matthew, que parecia também estar caído. No momento que a criatura parecia virar seu rosto para o câmera, esta entrou em estática e ficou assim por uns minutos, até voltar a uma imagem.

Matt estava amarrado numa cadeira, a câmera filmando-o e a criatura estava por trás das sombras e era possível ver apenas sua silhueta. O rapaz estava acordando aos poucos, e o lado direito de sua cabeça estava sangrando, escorrendo pelo rosto.

- Mas o que...

- Ahn.. O-Olá, MattVonD. Seu nome não é esse, mas tudo bem, vou chamá-lo assim. É assim que você se apresenta aos seus seguidores, não é? - disse uma voz melodiosa, um pouco tímida e parecia uma expressão de nervosismo.

- Quem... quem é você?? Me solta daqui!! - Matthew se chacoalhou, tentou chutar, mas a cadeira estava chumbada no chão e mal se mexia. As cordas que o prendiam estavam amarradas fortemente, e quanto mais ele tentava se soltar, mais se apertava. Mas ele entrou em pânico mesmo ao ver que as cordas e a cadeira estavam cheias de sangue seco.

- Não posso, mas pode ter certeza de que seus seguidores não vão ficar sem mais uma edição do seu canal, MattVonD. Você, como todos os outros, só querem se intrometer, não é verdade?? Você é como todos eles, querendo um senso de justiça que não existe...

Quando a "criatura" se aproximou de Matthew, era possível vê-lo: o gêmeo mais novo, James, carregava nas costas seu irmão mais velho, tanto que o mais novo se encurvava, a fim de deixar o irmão mais confortável. Ambos estavam costurados pelas costas, braços e pernas, juntamente com a roupa daquele fatídico dia e que fedia a bolor e morte.

- Do que você está falando? Você é só um louco que deveria estar preso!!

- Não fale isso!! Harris nunca pensaria isso!! - disse James, chorando e batendo no maxilar de Matt com um pé de cabra.

- Shh... Fique quieto, irmão, ele nunca vai falar algo assim de novo, ele.... vai?

Matthew ficou paralisado com o que viu: Harris, o irmão mais velho, preso a James, se contorcia em espasmos agudos e que fazia um som ruim como o de estática de um rádio quebrado. Quando o irmão mais gêmeo se virou de costas, Matt pôde ver melhor aquela monstruosidade inexplicável. Harris estava pálido como um cadáver, seus olhos lacrimejavam sangue, um corte na sua garganta estava bem aberto e sua mandíbula quebrada faziam jus à personificação do medo.

- Mathhhew.... *kssss* Não diga coisas rudes para o meu irmão... Ele não fez nada pra você, seu bastardo. James, ele o machucou... Não podemos deixar que gente como ele volte a magoar você... Você está cansado disso, certo? Ele não vai nos separar.

- Não vai mesmo, irmão... - James mordeu a manga da blusa, como fazia sempre, e com o pé de cabra, acertou o crânio do rapaz, deixando a ferramenta fixada em sua cabeça. Em seguida o pegou e o jogou para algum lugar onde haviam mais alguns corpos num ponto cego onde a câmera não alcançava.

James pegou a filmadora e sorriu para a câmera. Enquanto sorria timidamente de um jeito encantador, os dois gêmeos disseram, numa única voz...

NUNCA TENTEM NOS SEPARAR.

Créditos: TicciMinuette

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