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08/04/12

201-o-diario-original-de-Nina-blog

Acabei de me mudar para este novo apartamento. Como estou no inicio do curso de Psicologia, decidi morar mais perto da faculdade pra poder me dedicar ao máximo. O lugar está precário, imundo! Se eu tivesse asma ou bronquite, provavelmente estaria morta à esta altura, por conta da poeira acumulada aqui, sem contar que o antigo morador devia ter filhos. As paredes estão todas rabiscadas com palavras, parece ser giz de cera, mas mal da pra ler, está toda manchada... Deve ser coisa de criança... Nem pra colocarem a porra de um zelador pra dar uma limpada nisso aqui, não me surpreendo do lugar ter sido tão barato. Bom, foda-se... Estou morta de cansaço e preciso levantar cedo amanhã.

11/04/12

Nossa, quarta feira já... Mal posso acreditar que a semana tá passando tão rápido. Mal tive tempo sequer de escrever aqui no diário, muito menos de limpar toda a imundice que é este lugar. Está sendo uma boa experiência por enquanto... Mas desde que me mudei pra cá, estou tendo pesadelos estranhos. Rostos, vozes... Pessoas que eu nunca vi na vida. Ouvi falar que o cérebro humano não consegue processar rostos desconhecidos em sonhos, mas eu realmente não me recordo de ter visto aquelas pessoas em nenhum dia da minha vida. Me lembro de pessoas que vi até quando criança, tenho boa memória, me lembraria daqueles rostos... Enfim, preciso dormir... Não quero colocar coisas na minha cabeça...

15/04/12

Finalmente domingo! Após uma semana bastante complicada, finalmente vou conseguir sair um pouco deste muquifo e me divertir... Apesar de que estou me sentindo muito cansada... Estranho, é um cansaço fora do normal. O curso não está tão pesado à ponto de me desgastar desta forma, talvez sejam estes malditos pesadelos! Noite passada eu sonhei que uma das vozes gritava: "Socorro, pare, por favor!" E, por mais que eu tentava alcançar aquela pessoa, eu não conseguia... Parecia estar fugindo de mim... Acordei em plena madrugada por causa disso e estou sem dormir desde então... Foi um sonho muito estranho, não quero pensar nisso... Bom, hora de cair na noite!

16/04/12

Estou péssima... Não fui pro curso hoje... Não me lembro o que aconteceu ontem... Só me lembro de ter chegado na balada, encontrado alguns amigos do curso e tomado umas biritinhas, mas foi só isso... Não foi o suficiente pra ficar de ressaca... Pra piorar, tive outro pesadelo... Sonhei que eu escondia alguma coisa dentro de uma parede, parecia um boneco, como esses manequins de loja, mas ele tinha a cara de um dos meus colegas do curso. E as vozes não paravam, gritavam coisas, como se me estivessem dando ordens. Foi horrível. Quando acordei, já estava na minha cama, minha roupa toda manchada de forma estranha... Parecia sangue, mas não podia ser, eu não tenho nenhuma marca de machucado... Eu devo ter derrubado algo na roupa... Minha cabeça dói, sinto que vou vomitar à qualq... <Palavras ilegíveis misturadas com manchas>

17/04/12

Tomei coragem e fui pra aula. Fiquei sabendo que o Ricky, um dos meus colegas do curso, não voltou pra casa depois daquela balada que fomos. Fiquei ligando na casa dele quase o dia inteiro e ninguém atendia. Lembrei daquele pesadelo comigo escondendo um manequim parecido com ele... Será que isso quer dizer alguma coisa? E por que eu sinto esse peso dentro da minha cabeça? E essas vozes? Agora não estão só no meu sonho... Estou ouvindo vozes até quando estou acordada. É como se me mandassem fazer coisas, como se pedissem por silêncio... Tudo está confuso... Estou perdendo minha identidade, já não me reconheço mais na frente do espelho... Não sei mais quem sou eu... Este foi o meu pior dia. Estou enlouquecendo!!

18/04/12

Merda... Esses malditos pesadelos... Estão me dando nojo, estou ficando com medo de dormir! Estão ficando cada vez mais reais, cada vez mais intensos, me deixando cada vez mais cansada e abatida... Sonhei que eu segurava uma pessoa, ela gritava, estava sangrando, mas eu podia sentir até o cheiro do sangue. Era como se eu estivesse lá realmente. E aquelas vozes... Gritavam, me mandavam silenciar o sofrimento delas... Mas como assim?! Que merda tá acontecendo? Por que essa merda tá acontecendo desde que me mudei pra cá? Bela psicologa de merda eu quero ser... Quero entender o que se passa na cabeça alheia quando não sei nem o que se passa na minha própria cabeça!! Estou quase desistindo de tudo... Vou por um fim nisso tudo antes que seja tarde!!!

Página sem data

Dor de cabeça preciso dormir. Dor de cabeça preciso dormir. Dor de cabeça preciso dormir. Dias que não durmo. Sono muito sono. Quero sair daqui. Quero morrer. Não consigo. Vozes me chamando. Vozes gritando. Vozes pedindo ajuda. Preciso calar as vozes. Silenciar seu sofrimento. Vozes na minha cabeça. Pedindo pra ajudar. Pedindo pra MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! MATAR! <pagina rasgada>

<Várias páginas rasgadas em seguida>

Página sem data

<Quase ilegível, manchada por algo parecido com sangue>

CALAR AS VOZES! ESTOU CALANDO AS VOZES! VOZES ESTÃO GRITANDO! VOZES ESTÃO SE CALANDO! CALAR A PORRA DAS VOZES! VOZES ESTÃO GEMENDO! PEDINDO POR AJUDA! PEDINDO POR SILÊNCIO! EU SOU A AJUDA! VOU SALVA-LAS! VOU SILENCIA-LAS! CALAR AS VOZES! SILENCIAR SEU SOFRIMENTO!!


Página sem data 

MATAR! CALAR AS VOZES! Eu preciso! NÃO! NÃO POSSO! SIM EU POSSO! SIM EU PRECISO! Quem é você? QUEM SOU EU?! SIM! SIM! NÃO! PRECISO SILENCIAR SEU SOFRIMENTO!

<Várias páginas rasgadas e manchadas de sangue>

Ultima página do diário

<Escrita à sangue>

EU AINDA ESTOU VIVO!



Um vizinho de apartamento, ao estranhar a ausência de sua vizinha por vários dias, chamou a polícia, acreditando que pudesse ter acontecido algo. O lugar foi vasculhado. A polícia encontrou este diário em meio a uma enorme mancha de sangue na cama. Foram descobertos também corpos escondidos em paredes falsas por todo o apartamento. Um dos poucos corpos encontrados pertenciam à um estudante de Psicologia. Ele ainda mantinha a expressão de pavor atrofiada no rosto. Após uma investigação do lugar, a polícia descobriu que o antigo dono era um psicopata que sofria de esquizofrenia. Ele morou naquele prédio em 1985 e cometeu uma série de assassinatos, dos quais alegava não se lembrar de ter cometido e que tudo não passava de um pesadelo horrível. Suicidou-se em 1986 no quarto de seu apartamento, após escrever as palavras "SILENCIAR SEU SOFRIMENTO" em todas as paredes com giz de cera.


O paradeiro da estudante, escritora do diário, assim como seu nome e aparência continuam desconhecidos.

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