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Já fazia uma semana que eu e meus amigos tínhamos combinado de ir acampar, não que estivéssemos animados no começo, já que o acampamento foi ideia inicial da escola, mas depois de insistirmos muito a diretoria deixou que os alunos coordenassem, mas com a supervisão de algum adulto, infelizmente.  

Ficamos algumas horas fazendo o básico: Conversando, cantando músicas meio idiotas de acampamento no violão, contando histórias e tentando assustar uns aos outros, coisas normais e extremamente chatas de acampamento.

-Bom, eu já tô cansada, tentem não se matar e por favor, não é pra ninguém voltar grávida depois disso –Informou a instrutora, se dirigindo a barraca deixando o resto de nós, alunos, completamente sem supervisão.

-Bora animar essa porra –Um garoto gordinho cheio de sardas tirou da mochila algumas garrafas de vodkas, ice e whisky.

Já devia ser umas três ou quatro horas da manhã quando a maioria das pessoas resolveu ir dormir, a maioria estava extremamente bêbada enquanto outros iam pro mato, seminus com garrafas de vodca na mão. Nem preciso dizer o que eles devem ter ido fazer, preciso?

Eu e John, meu meio irmão e melhor amigo, devemos ser os únicos sóbrios mesmo depois de tanto álcool e sexo, só estava faltando a violência. Fomos dormir na mesma barraca, não sei quanto a ele, mas eu caí dura no pequeno colchão inflável da barraca, fazendo o cobertor espesso cobrir meu corpo até o pescoço, fechando os olhos e deixando o sonho me levar.

Meia hora depois, ouvi uma voz doce, um sussurro misturado com a ventania suave da floresta.

“Olhe pela janela” A voz disse. Espera, que janela? Abri meus olhos instantaneamente, me sentando no colchão e comecei a chacoalhar John violentamente para ele acordar.

-O que foi? –Ele respondeu com uma voz sonolenta, me olhando com bastante raiva.

-Eu ouvi uma voz, uma garota –Respondi ainda chacoalhando-o, mas com menos intensidade.

-Deve ter sido só o vento, agora me deixa dormir! –Ele puxou o cobertor até acima da cabeça e eu puxei para baixo.

-Eu tô falando sério! A voz estava junto com o vento, alguém deve ter se perdido na floresta ou algo assim –Digo encarando-o com um olhar sério, não ia desistir tão fácil.

-Tá bem, tá bem. Mas se não for nada eu juro que vou fazer você se arrepender de me acordar. –Finalmente ele concordou, se levantando do colchão e colocando os tênis nos pés enquanto eu ia descalça mesmo.

Caminhamos mata a dentro durante uns 15 minutos, procurando pela tal garota, John e eu já estávamos cansados de procurar por nada, quando eu ouvi a voz novamente, e dessa vez ele também ouviu.

“Vocês não deviam ter olhado pela janela...” A voz ecoava pelas árvores, seguida de uma risada histérica. Olhamos para a copa das árvores, procurando essa garota, quando ela estava na nossa frente.

Jamais esquecerei dela, cabelos repicados, até os ombros na frente, mas devido ao vento dava pra perceber que era mais curto atrás, com olhos tão escuros que ficava impossível distinguir a íris da pupila, junto com os lábios negros e pele morena, usando um vestido vermelho sangue até os joelhos.

-Vocês demoraram... Tive que atrasar o jantar por causa disso –Ela disse numa voz suave, dando um sorriso cínico para nós.

Senti meus olhos pesarem e minhas mãos formigarem, caí de joelhos no chão assim como John, e em segundos, tudo que eu via era escuridão.

Acordei em meio da floresta, amarrada em um tronco de árvore, olho para a direita e vejo que John também está amarrado, tento falar algo mas tudo que sai é um grito mudo.

-O jantar está servido –A garota apareceu do nada, sorrindo para nós.

Ela pegou John pelos cabelos, fazendo ele inclinar a cabeça violentamente pra trás.

-Hora do jantar –Ela sussurrou, sacando o canivete, deslizando suavemente do queixo até o canto dos olhos.

Ela cravou o canivete de forma lenta, como se estivesse fazendo uma lobotomia, contornando toda a região do olho esquerdo e em meio aos gritos de agonia de John, ela apenas dava um sorriso enquanto me obrigava a ver essa cena perturbadora. Quando acabou de rasgar a região do olho esquerdo dele, usou o polegar e o indicador como uma pinça, arrancando-o e o colocando na boca, engolindo em seguida e lambendo os lábios negros com a expressão “Isso é apenas o começo”.

Eu não sei o que ela é, mas continuou devorando o rosto do meu amigo: Arrancou o outro olho, o engolindo também, cortou a língua, mastigando-a da forma lenta, como se saboreasse o sabor de carne e sangue mesclados no desespero e lágrimas de John. Minha ânsia de vômito só aumentava à cada parte que ela cortava e devorava. Queria que ela parasse, por que ela não para? Invés disso, ela cortava a bochecha do rosto dele, comendo a pele, cortando também na área da testa, descendo até a base do nariz e nos lábios, devorando cada parte do rosto como se fosse a comida mais saborosa que alguém podia comer.

Eu já não conseguia chorar, pois minhas lágrimas já tinham se secado a horas, enquanto sou obrigada a vê-la se banquetear com o que a alguns dias fora a face de John.

-Por que... Você fez isso?... –Perguntei entre soluços secos, olhando-a nos olhos.

-Por que? Porque eu preciso de uma história, e você queridinha.... –Ela se aproximou, encostando o canivete ensanguentado na minha bochecha- É quem vai contá-la.

-Mas... Eu... Por que? –Não conseguia raciocinar nem formar uma frase coerente, só queria sair viva de lá.

-Eu quero ser conhecida! Não quero mais ter que matar anonimamente! Eu quero ser como os grandes! –Ela exclamava, aprofundando mais o canivete na minha bochecha, fazendo um corte superficial nessa área. Estava estampado na minha face o quanto eu não fazia ideia do que ela estava falando.

-Slender Man! Jeff e Jane the Killer! Eyeless Jack! E todos os outros, não diga que não os conhece –Ela me encarava incrédula, claro que os conheço, quem nunca ouviu falar nesses e outros assassinos psicopatas?

-Mas... Todos eles são chamados por algum nome... Qual o seu? –Tentei ganhar tempo pra pensar numa maneira de sair de lá sem ser morta.

-Sarah, esse é o nome que um dia eu tive –Respondeu, fazendo um gesto com a mão para que eu prosseguisse com a minha ideia.

-Sarah... Sarah, The Face Eater. A devoradora de rostos –Disse dominando meu asco, abrindo um sorriso falso que me foi correspondido.

-Sarah The Face Eater... Perfeito! Eu a deixarei ir, apenas se escrever minha história, entendido? –Eu apenas concordei com a cabeça.

Infelizmente, eu não posso escrever tudo que eu queria, eu sei que ela deve estar me vigiando de algum modo, sinto a presença dela, e também ajfcaidoxashvidsou6dajsdas

Ai, obrigada Hanah, sabia que podia contar com você. Sim, eu posso não ser famosa nem conhecida, mas agora minha humilde história está publicada. Depois eu apago aqueles caracteres ali, por que ela tinha que morrer digitando?

Aliás... Olhe pela janela.



Atenciosamente, Sarah The Face Eater.

(Estrita por JadePhantomhive)

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