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Era mais um dia normal na vida de Liam, como sempre, era normal. O abuso de seu pai com sua irmã mais velha era mais do que normal, sua mãe gritando palavrões logo cedo era normal, seu irmão mais novo batendo a cabeça contra a parede até que sangrasse era normal e sua vontade de gritar também era normal, mas o seu silencio era ainda mais.

—Liam! Desce logo aqui, seu merda! Eu vou te mandar pra escola sem uma gota de água no estomago se você não levantar! – Sua mãe gritou da cozinha, no andar térreo da casa.

—Eu já estou acordado há uma hora... – O garoto disse cabisbaixo, descendo os últimos degraus da escada.

—Eu não perguntei. – Ela disse colocando um prato de modo desleixado sobre a mesa. Liam aproximou-se do prato e viu uma torrada com algumas pinceladas de manteiga, mas ele era intolerante à lactose. Ela viu que ele olhava fixamente para a torrada. – Você não vai comer?

—Eu... – Ele olhou para a expressão agressiva de sua mãe, ele sabia que mesmo que ele ressaltasse algo que ela deveria ter guardado em mente há quinze anos quando o médico disse pela primeira vez, seria irrelevante e ele apenas ouviria mais um “foda-se” entre tantos. – Eu como no caminho. – Ele pegou a torrada e foi até a porta.

Cada vez que ele passava por aquela porta para sair da casa, o alivio que sentia era enorme, mas quando uma pessoa passava perto do jovem, ele se sentia mal mais uma vez. Ele não sabia o porquê, mas preferia não saber de qualquer forma.

Liam teve o cuidado de jogar a torrada em uma lixeira distante de sua casa. Ele sabia o quanto era estranho ter medo de ouvir que uma pessoa não liga para você, quando na verdade ninguém nunca ligou, mas o que ele realmente tinha medo era de dar uma resposta, ele não sabia o que aconteceria depois. O caminho até sua escola não era longo, logo ele já estava lá.

Sua irmã sempre chegava antes dele, se ele não gostava de ficar na casa, ela gostava menos. Ela andava com um bando de garotas que Liam considerava prostitutas, mas não porque “tão novas e já fazem sexo quando querem”, mas sim porque elas já tinham feito com vários e vários homens em tão pouco tempo e elas ganhavam o que desses homens? Quando não eram joias, era dinheiro, na maioria das vezes na verdade, então para ele fazia sentido considerar as garotas desta forma, inclusive sua irmã, mesmo que ele se sentisse mal por ela. De qualquer forma, ela fingia que Liam não existia, tanto na escola quanto em casa. A única pessoa com que Liam se dava bem na casa era Mason, seu irmão problemático de dez anos, ele era o menos problemático na visão de Liam.

Liam tinha o costume de andar olhando para o chão, era assim que sempre andava, via vários insetos andando e evitava prestar atenção nas ofensas de seus colegas. Da ultima vez que ouviu algo que eles diziam era algo como “doce de barbudo”, por conta de ter sido vitima de um pedófilo quando tinha dez anos, mas esse era o mais fraco, junto com “Liam Problemático”, mas esse era usado apenas para se referir a ele a distancia, como quando perguntam “Que Liam?” e respondem “o Liam Problemático.”. Ele de certa forma gostava deste ultimo, era mais fraco que qualquer um e descrevia bem sua vida. Liam era consideravelmente estranho de qualquer forma. Era pálido, tinha cabelos negros de pontas curvadas e onduladas, usava uma tiara para deixa-los para trás e suas roupas eram sempre escuras. Seus traços certamente eram delicados e era isso que atraía os homens mais velhos, isso irritava sua irmã, irritava seu pai e sua mãe não ligava para o que acontecia dentro e não o faria também para o que acontecia fora de casa.

Liam era bem distraído e costumava andar dentre as árvores da escola, as outras pessoas não passavam por ali, mas justo naquele dia que ele considerava tão normal até o momento, um vulto passou por ele, bem a sua frente. Ele olhou na direção de seja lá o que fosse e para os lados, mas não viu nada, então voltou a andar, porém, mal havia dado três passos e esbarrou em algo, olhou para frente em silêncio e viu uma imagem negra, percebeu que para chegar a um rosto precisaria olhar para cima e o fez, mas quando chegou a uma cabeça, não viu um rosto, apenas o branco, sem uma expressão. Sua visão ficou turva e sua cabeça começou a latejar, não conseguiu desviar o olhar daquela criatura, mesmo que a sensação fosse horrível. Fechou os olhos com muito esforço, caiu para trás logo em seguida e abriu os olhos novamente, não havia mais nada ali.

—...Louco... – Ouviu a palavra vir da conversa de alguém que passava na calçada ao lado das árvores. Ouviu risos em seguida.

Liam se levantou rapidamente. Nunca havia sentido tal sensação e não se lembrava de ser louco a ponto de alucinar de tal forma. Ele decidiu passar pela calçada como as outras pessoas, para evitar algo equivalente outra vez, mas agora a sensação de que era observado não o deixaria tão cedo.

—Você tem um problema! – Liam olhou espantado para o lado, mas não era com ele, era apenas um garoto passando informações para o amigo.

“Acalme-se, Liam. Acalme-se!” Ele pensou. Apertou os olhos e os abriu novamente, olhando para a frente de sua escola. Viu as pessoas andando a sua volta, todas entrando no lugar, não conseguiria passar o dia ali, as pessoas o deixavam zonzo. Ele se afastou e correu para longe o mais rápido que pôde, mas não tinha lugar para ir. As ruas estavam mais vazias do que nunca, ele gostou, era tranquilizante, mas logo passou a sentir uma presença junto a si novamente. Ele parou de andar, olhou para o muro a seu lado, lá estava escrito, não como uma pichação qualquer, mas sim como se alguém tivesse escrito com musgo, sem objetivo algum, as seguintes palavras: “Você tem um problema. Seu lar tem um problema. Que tal acabar com o problema?”. Ele achou estranho, sentiu uma sensação ruim e olhou para sua frente, se espantou quando viu o homem esguio e sem face na esquina do outro lado da rua, mas não sentiu a mesma sensação da primeira vez. A criatura não fez nada, apenas virou e andou para a outra rua, era a rua da casa de Liam.

—Eu não posso voltar para casa, minha mãe me mataria. – Ele disse para si.

Logo ele estava andando em direção a sua casa, ignorando as próprias palavras, mas parecia não saber realmente o que estava fazendo.

Em poucos minutos estava na casa, o homem estava parado em frente a ela, aparentemente a observando. Liam o ignorou e foi até a porta, sua expressão era morta, entrou e disse:

—Estou em casa.

Não teve uma resposta, a casa parecia vazia. Ele foi até a cozinha e viu a faca que sua mãe havia usado mais cedo, ainda ali, largada e suja sobre o balcão. Ele se aproximou e pegou a faca, a observando, disse:

—Se eu não limpar isso terei problemas. – Ele sorriu logo em seguida, parecia perdido.

Com a faca de serra suja em sua mão, subiu a escada e foi em direção ao banheiro. Parou e frente ao espelho, admirando suas próprias feições.

—Esse é o rosto... – Ele disse para si. – O rosto que é melhor do que o de minha irmã, o rosto que traz sentimentos ruins para meu pai, o rosto que traz desgosto para minha mãe... O rosto que traz problemas para as pessoas... Você terá problemas se ver esse rosto.

Liam lentamente levantou a faca e a posicionou sobre sua testa, com muito esforço começou a rasgar a própria pele. La ele escreveu: P R O B L E M. O sangue das marcas que deixou começou a escorrer por seu rosto, uma simples gota desceu até o queixo e caiu até seu coturno, ele reparou que a gota de sangue se desmanchou ali. Ele se agachou e olhou para os próprios pés e então lentamente passou seu dedo pelo sangue, o espalhando e vendo a cor vermelha ficar presa ali, então ele rapidamente levantou a faca e viu que ela também estava suja, a soltou logo em seguida e levantou-se. Tirou sua camiseta e puxou um casaco que estava pendurado na porta e o colocou, deixando-o aberto. Ele se virou para o espelho novamente, vendo sua nova imagem, mas não parecia satisfeito, então ele viu um vulto passar pela porta a seu lado, era o homem sem face. Liam se abaixou e pegou a faca novamente, mas quando levantou-se não olhou para o espelho. Ele levantou o lado esquerdo de seu casaco, deixando seu peito à mostra e então, com a faca, desenhou um círculo, finalizando-o com um x sobre ele. Olhou para o espelho novamente, o sangue escorria por seu rosto, seu cenho franziu de forma preocupada e seus lábios se curvaram, sorrindo, de forma paranoica, seus olhos estavam arregalados e suas pupilas não eram mais do que dois pontos.

Liam parecia louco, mas sentia-se bem daquele jeito. Ele olhou para os lados e viu um pedaço de madeira com pregos na ponta encostado ao lado da porta, aquilo era usado para trancar a porta. Ele o pegou e começou a andar em direção ao lugar que o vulto havia ido. Era o quarto de sua irmã. A porta estava apenas com uma fresta aberta e Liam podia sentir o cheiro de álcool vindo dali. Ele abriu a porta lentamente, mas pôde ver seu pai antes mesmo de abrir por completo. Ele estava deitado na cama, apenas de calça, bêbado, sem emprego... Não havia outro motivo para estar ali naquele horário. Liam terminou de abrir a porta com agressividade, o que fez com que o homem acordasse. Ele estava de olhos semicerrados, mas viu que era Liam quem estava ali, ele disse:

—Be deixa em baz garoto. – Sua voz estava rouca e seu bafo aumentava o cheiro de álcool no lugar.

—Você com certeza tem problemas... – Ele aproximou-se da cama. – Que tal acabar com isso?

O jovem levantou o pedaço de madeira e com todo o impulso que conseguiu obter, acertou a cabeça do homem em sua frente. Não conseguiu muito além de um grito de dor e um pulo da cama.

—Droga! Era o lado sem pregos... – Ele demonstrou chateação.

—O que você pensa que está fazendo? – Seu pai disse ajoelhado do outro lado da cama, sem força para dar gritos fortes o bastante para expressar sua raiva.

—Acabando com seus problemas... Ou algo assim. – Ele riu de leve.

Aproximou-se de seu pai mais uma vez, este se afastava e pedia clemencia, já que graças à bebida e a pancada na cabeça, estava mais do que atordoado. Liam ignorou tudo, virou a madeira para o lado com pregos e mais uma vez tomou impulso para acertar a cabeça de seu pai. Atingiu-o com toda sua força, seu pai já havia perdido senso de tudo que estava acontecendo, mas continuava vivo, então o jovem começou a acerta-lo repetidas vezes, vendo sangue respingando em todas as direções e miolos grudando-se aos pregos. Ele parou quando viu que o homem estava, enfim, morto. Um buraco havia se formado em sua cabeça, Liam se perguntava de forma irônica por que era tão difícil mutilar.

Ele apoiou o pedaço de madeira em seu ombro e olhou para os lados com um sorriso. Virou para trás e viu ninguém menos que sua mãe, usando uma camisola, com o rosto de quem acabara de acordar e expressão de quem acabara de ver o marido ser morto. Liam bufou um “ha” junto ao seu sorriso e disse, como quem dá uma noticia ruim, parecendo ver tudo como uma piada:

—Mãe, você tem sérios problemas...

A mulher correu para sair da casa, mas como toda pessoa idiota, escorregou em um dos degraus da escada e não conseguiu se levantar. Liam caçoou:

—Pena que você não vai ter uma chance de limpar essa droga.

Ele aproximou-se e a puxou pelo cabelo, então chegou perto do ouvido da mulher e disse:

—Eu quero uma morte rápida, mas se dói ou não, eu não tenho como dizer.

Parado atrás dela, ele colocou a mão direita na parte de cima da boca da mulher e a esquerda na parte de baixo, puxando-a pelo queixo. Ele começou a puxar ambas as partes, a mulher gritava cada vez mais alto, até que um estalo pôde ser ouvido, ela não tinha mais forças para gritar, mal podia mover-se, sentia a morte chegar lentamente até si, mas Liam sabia que ela ainda não estava morta, então aproveitando a posição dela, ele se afastou e posicionou o pedaço de madeira ao lado da cabeça da mulher. Tomou impulso, puxando a madeira para trás como um jogador de beisebol e a acertou com toda a força que pôde, jogando todo seu peso em cima do golpe. Ele esperava algo extraordinário acontecer, mas decepcionou-se ao ver que sua mãe estava morta, com sua mandíbula partida ao meio e a parte de cima da cabeça pendurada ainda a parte de baixo por sabe-se lá o que.

—Mas que droga... – Aproximou-se da mulher.

Ele colocou o pedaço de madeira no chão e segurou a parte de cima dos dentes da mulher com suas duas mãos, respirou fundo e, por fim, começou a puxar. Viu que não tinha efeito, então deitou o corpo de bruços e ajoelhou-se sobre as costas da mulher, segurando os dentes e começando a puxar novamente. Pôde ver que agora a carne começava a rasgar e o que ainda sobrava para se quebrar não resistia muito, então aproveitou para dar um grande impulso, conseguindo finalmente puxar tudo e tirar aquela parte da cabeça da mulher, qualquer um que olhasse pensaria no trabalho de um urso, mas Liam parecia se orgulhar em ver que na verdade fora seu trabalho. Ele olhou para aquilo, mas obteve uma expressão confusa e irônica, ainda com um sorriso, então ele questionou a si próprio:

—Mas... Huh... Ha... Por que eu fiz isso? Hahahahaha. Ela já estava morta.

Ele puxou uma cadeira da mesa que estava próxima, a cozinha e a sala eram praticamente o mesmo cômodo e eles estavam próximos à porta de entrada, logo a policia estaria ali, os vizinhos com certeza chamaram alguém, mas achando que quem seria finalmente preso era o pai de Liam.

—Ugh... – Ele bufou. Parecia decepcionado com algo. – Eu acabei de perceber que minha irmã não está aqui e nem vai estar antes que a policia chegue... Droga. Bom... Eu tenho certeza que ela vai morrer de qualquer outro jeito, então...

Ele conversava com o nada, mas lembrou, naquele exato momento, de alguém com quem ele conversava bastante... Mason... Seu irmão. Onde estaria ele? Ele com certeza ouviu cada um dos gritos.

Liam rapidamente levantou da cadeira, sua expressão agora havia voltado ao normal, ele subiu as escadas correndo, escorregando, mas levantando em seguida, sem cair no chão completamente. Ele rapidamente chegou à porta, mas concentrou-se antes de entrar e acalmou-se, abrindo a porta lentamente. Apenas com o rosto ali, ele disse, com um sorriso:

—Oi...

O garoto estava abraçando os joelhos em cima da cama de Liam, não dizia nada. Liam aproximou-se lentamente e disse, sentando próximo ao irmão:

—Você ouviu?

Mason ainda parecia indisposto a dizer qualquer coisa, mas ele levantou a cabeça e disse em tom baixo, como sempre fazia:

—Sim... Foi rápido...

—Você está com medo de mim? – O mais velho aproveitou a resposta para perguntar logo em seguida.

—Não. – Encolheu-se. – Mas talvez um pouco dele... – Mason apontou para a porta.

O homem esguio sem face estava ali, parado. Liam o olhou de forma confusa, até mesmo entortando a cabeça para o lado querendo entender algo. Ele, então, perguntou, dirigindo-se ao homem sem face:

—Você quer que eu...? – Ele não terminou a pergunta, mas continuou a falar como se já tivesse ouvido uma resposta. – Se não é preciso, então eu... Eu quero que você leve ele.

O homem esguio continuou ali, apenas parado. Liam pareceu entender algo e virou-se para Mason novamente, ele aproximou-se do garoto lentamente e acariciou o seu rosto, então disse:

—Você não precisa ter medo dele... Não tanto quanto eu, pelo menos. Afinal, você não passa de uma inocente criança, Mason, seu futuro é muito melhor que o meu.

—Eu quero ser exatamente como você. – O garoto disse com uma lágrima escorrendo de seu olho. Liam a enxugou, mas ao fazer isso percebeu que seus dedos estavam deixando marcas de sangue no rosto do garoto, então ele se afastou e olhou para as pontas de seus dedos. – É da mamãe? – O garoto perguntou notando a situação.

Liam ficou surpreso com a pergunta, mas sorriu e disse, voltando a acariciar o rosto do garoto:

—Você vai ser, Mason... Exatamente como eu.

O jovem levantou e foi até a porta, pensou em olhar para seu irmão novamente, mas hesitou e continuou a andar, passando pelo homem alto e o deixando ali, assistindo a imagem inocente de Mason. Na sala, viu perto do corpo de sua mãe o pedaço de madeira que havia usado, ele o pegou e apoiou em seu pescoço.

Liam saiu da casa, mais uma vez saiu da casa e ele sentia-se melhor do que nunca ao sair de lá. Ele andou lentamente pela calçada, cantarolando alguma musica que ouvia muito em sua infância, não se preocupando com o que as pessoas que o visse pensariam. Liam havia acabado com seus problemas, mas ele sabia que ainda existiam muitos problemas para muitas pessoas.

---x---

—Você viu o vídeo do garoto que pulou da ponte? – A jovem perguntou para sua melhor amiga, assim que não encontrou um assunto melhor.

—Ah, eu vi. – Ela respondeu. – Mas parece que ele tinha matado a família um pouco antes de fazer aquilo, só sobrou a irmã dele e o irmão mais novo sumiu. Sem corpo, sem nada.

—Nossa, que horrível. – Ela se surpreendeu com as informações que a amiga tinha. – Será que ele tem a ver com os adolescentes que morreram nessa cidade?

—Não. – Ela disse com certeza em sua palavra. – Isso aconteceu depois.

—Ah. Sim. – Ela respondeu, sem saber o que dizer então. – Amiga, eu to com problemas sérios nas minhas notas. Uma pior que a outra.

—Precisa de ajuda?

—Sim. Eu gostaria muito que você me ajudasse em matemática. Muito obrigada.

---X---

A aula havia acabado, finalmente, e a jovem saía da escola com o peso em sua consciência de que mais uma vez não havia estudado para a prova, seus pais brigavam cada vez mais, quase chegando a separação e seu namorado sugeriu mais uma vez que eles dessem um tempo. Lágrimas escorriam por seu rosto.

O caminho para sua casa era escuro, já que estudava até tarde. As ruas eram vazias naquele horário e boatos de um assassino eram ouvidos por ali, mas ela acreditava que não aconteceria com ela, como nada acontece.

Ela chorava cada vez mais, pensando em todos os seus problemas, quando ela ouviu vir de algum lugar, uma voz suave e bonita, dizendo:

—Você tem um problema?

Ela olhou para os lados, mas não viu ninguém, então se virou para trás e foi a mesma coisa, mas quando voltou a olhar para frente, ela pôde ver a silhueta de um jovem parado, chorando, com as mãos no rosto. Ele usava uma jaqueta apenas, ela podia ver parte de uma cicatriz em seu peito, suas calças eram jeans normal, mas tinha certas manchas vermelhas e seu coturno era o item mais comum e sem mistérios, já que por ser preto ela não podia ver o vermelho que também estava ali.

—Quem é você? – Ela disse se aproximando.

O jovem levantou a cabeça e olhou em direção a ela, ele não chorava, mas agora esboçava um sorriso, a palavra PROBLEM em sua testa chamava atenção.

—Você tem um problema. – Ele afirmou.

Ao lado de seus pés, havia um pedaço de madeira, ela não havia reparado. O jovem o pegou e a acertou, antes mesmo que ela pudesse correr. A jovem apagou.

No dia seguinte, ela foi encontrada morta, na porta de sua casa. Seus olhos, sua língua e seu dedo médio da mão direita haviam sido arrancados, mas ela não tinha mais um problema.

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