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PESADELOS

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PESADELOS Começou aquela noite. Eu pisava no freio como quem mata um inseto que detesta e repudia, com raiva e desespero, mas o carro não dava nenhum sinal de que iria responder ao comando do meu pé. A estrada estava escorregadia e molhada,os trovões ecoavam pelos céus , a chuva batia contra o chão como tambores de uma tribo indígena e a escuridão era imensa. Então vi duas luzes gigantescas vindo em minha direção, pareciam faróis de um caminhão. As luzes vinham com velocidade máxima e faziam com que eu ficasse ainda mais desesperado. Então a luz chegou a mim e o pesadelo se desfez assim como todas as noites que ocorria coisas estranhas enquanto dormia. Acordei suado, o dia estava claro e com pássaros cantando suavemente diferentemente do pesadelo . - Levante-se Paul! Hoje é segunda-feira, dia de aula.- Disse para mim mesmo, ainda eufórico. Levantei-me cuidadosamente de minha cama e fui em direção à cozinha onde estava meu padrasto. - O que tem hoje para o lanche, Carl?- Sentei em uma das cadeiras desalinhadas em frente á mesa. - Carl? Não me chame assim! Prometi a sua mãe que o trataria como filho, mas vejo que você que complicar as coisas por aqui…- Ele apenas me repreendeu, olhando-me com negação. - Tudo bem. PAI, o que tem hoje para o lanche? – Tentei parecer o mais forçado possível . -Agora sim melhorou! Eu tento te agradar Paul, você sabe disso. O problema é que nunca serei igual ao seu pai.- Ele suspirou.- Sou um homem de negócios, enquanto seu pai trabalhava esforçadamente cuidando de gados e de lenhas na fazenda. Foi por isso que ele morreu. Dirigindo em uma estrada escorregadia para salvar seus gados inúteis e bateu em um caminhão. – Carl deu pequenas risadinhas enquanto falava. Eu não gostei daquilo. Odeio falar sobre a morte do meu pai. - Hoje tem Bacon com ovos e panquecas, FILHO. – Pareceu também forçado, como se fosse apenas para agradar minha mãe. Sentei-me à mesa e saboreei cuidadosamente o lanche, estava uma delícia! Até mesmo esqueci que Carl insultou o trabalho de meu pai. Eu odiava o Carl, desde a época que ele “consolava” minha mãe após a perda. Minha mãe trabalhava com Carl fazia muito tempo. - Paul, hoje voltarei às 22:30 da noite. Preciso de tempo para olhar alguns documentos no escritório… – O interrompi de imediato. - Tudo bem Carl, eu já acostumei-me a ficar sozinho. – Olhei ao relógio,marcava exatamente 10:30 da manhã, então disse: - Preciso ir Carl,estou atrasado para escola.

A escola foi aparentemente normal, as horas estavam passando mais rápido do que os outros dias. Levantei minha mão para chamar a atenção da professora. - O que quer Paul? - Posso ir ao banheiro, Professora? – Disse com receio, já que tenho pavor dela, a professora Marta. - Tudo bem, mas vá logo, preciso explicar o conteúdo novo! – Disse num tom raivoso segurando sua palmatória. Assenti as palavras da professora e fui ao banheiro. Abri a porta cuidadosamente e entrei em um dos boxes. - Ahh! Que alivio – disse a mim mesmo enquanto me aliava. Ouvi barulhos de repente. - Quem está ai? – Nenhuma resposta. Resolvi espiar por debaixo da porta. Vi pernas de uma garota descalça e suja, suas roupas eram brancas e estavam descuidadas, tinha longos cabelos louros encaracolados que desciam até seus ombros, mas a coisa mais aterrorizante que notei nela eram seus olhos. Seus olhos. Mal eu pude acreditar, eles não tinha órbitas! Eram apenas a escuridão total que me vigiava. Passei por ela com toda minha velocidade, cai antes de chegar a porta e olhei para trás onde estava sua presença. Ela continuou a me olhar fixamente e disse: - Paul, não durma! NÃO DURMA! Como ela sabia meu nome? Foram as ultimas palavras dela antes que eu abrisse a porta e corresse com toda minha velocidade a sala de aula. Resolvi não contar a ninguém sobre o incidente, todos pensariam que eu era um louco e isso definitivamente não seria algo bom. Fiquei a aula toda pensando no que me ocorrera dentro do banheiro a alguns minutos atrás, mal pude me concentrar no que a professora dizia.

Cheguei em casa e tudo estava em silêncio. Caminhei em direção ao meu quarto para tentar dormir. Realmente não confiei naquela menina de olhos estranhos. Então adormeci e o sonho começou. Desta vez eu estava em uma espécie de fábrica ou usina, tudo ocorria bem, não ouvia sequer um barulho. O chão gelado e acima de mim passarelas de metal enferrujadas. As janelas eram quadradas e algumas quebradas e a claridade do luar iluminava as poucos o local -Alguém está ai? – Nenhuma resposta. Deparei-me com um corredor gélido e sombrio. As paredes estavam escrito a sangue “Você nunca escapará. Nunca.” Continuei a andar e ao fim do corredor pude perceber uma sala com estranhas iluminações, alguém estava ali. Abri a porta e vi o que parecia ser um cara com a cabeça de bode segurando uma foice e ele estava assistindo um canal de TV preto e branco, repetindo as mesmas cenas de 5 em 5 min. Ele virou sua cabeça em minha direção, seus olhos eram negros e frios. - Eu estava te esperando, Paul. – Disse o homem bode numa voz ríspida. - Q-Quem é você? – Tentei soar confiante, mas minha voz falhou e gaguejei. - Você não me reconhece, Paul?Sou eu o Senhor dos pesadelos, pode chamar-me de Malau!Há Há Há – Sua risada era diabólica. - Eu nunca vi você em toda minha vida! - Claro. Eu nunca apareço para os mortais, mas eu sempre estive ao seu lado, garoto. Nos momentos tristes, nos momentos alegres. Em todos os momentos de sua vida. Eu analiso seus medos e os transformo em pesadelos. - Eu não tenho medo de nada! – Tentei ser corajoso, mas isso apenas fez a criatura levantar-se. - Todos tem medo! Seres vivos mortais tem o medo como forma de proteção é um extinto natural. - Por que está me prendendo aqui? Por que estou nesse pesadelo infernal? - Como você sabe, o “assassino” do seu pai nunca foi encontrado e fugiu logo após o acidente e você se culpa até hoje por isso, não é mesmo? - Onde você quer chegar? – Olhei com ódio para ele, talvez ele mesmo podia ser o assassino. - O fato é que eu posso ajuda-lo a encontrar a resposta que tanto procura, mas tem um porém.- Ele me olhou maliciosamente. - Que “porém”? - Você precisa me ajudar também. Quero que faça 3 tarefas super fáceis… - Quais tipos de tarefas? – Questionei o demônio a minha frente, já não sentia mais medo. - Enfrentar seus medos, como você mesmo diz que não tem medo, vamos provar agora. Serão 3 tarefas e se você passar por elas, quem sabe eu posso te falar quem estava dirigindo o caminhão no dia do acidente em que seu pai morreu. - Tudo bem , eu aceito. Então a parede atrás da criatura transformou-se em uma porta grande. Uma porta muito grande totalmente negra e em formato de um arco. Eu fiquei apenas a fitando durante um bom tempo sem ter a menor ideia do que fazer. - O que está esperando, Paul? Caminhe até a porta. Ou você não quer saber quem matou seu pai? – Suas palavras foram bastante persuasivas. Assenti as palavras do Bode e direcionei-me a porta. Quando abri senti um vento forte soprando em meu rosto. Senti como se meu corpo fosse dilacerado por inteiro. Um vórtice gigante me puxou para dentro dele e então cai no chão. Acordei em uma escuridão total, parecia um quarto de criança, eu acho… que já estive lá antes! No meio da escuridão, vi um pônei balançando lentamente e alguém sentado nele. Não pude reconhecer quem estava comigo, apenas sabia que era uma garotinha. Uma garotinha que eu já tinha visto alguma vez…. Os olhos amarelinhos iluminavam o quarto, olhavam diretamente para mim sentado no chão. - Quem é você?- Indaguei. - Você não se lembra de mim? Eu lembro de você, Paul. No dia em que brincamos sozinhos na rua. No dia em que eu e você andamos de bicicleta, lembra? No dia em que o carro me atropelou, você correu e deixou eu lá em caída no chão em meio a lama e sangrando… - Katie, não foi minha culpa. Desculpa! – Disse choramingando - Agora você vai morrer…. Você vai pagar por não ter me ajudado! Então os olhinhos amarelos desapareceram entre a escuridão. Estava encurralado, não sabia onde estava e muito menos o que Katie planejava fazer comigo. -Eu não tenho medo de você! – Disse com toda autoridade e coragem possível- EU NÃO TENHO MEDO DE VOCÊ! Então ouvi um sorriso atrás de mim. - Muito menos eu de você. – Sua voz soou baixinha em meus ouvidos, ela estava me testando. Virei-me com todas as forças possíveis para atingi-la e consegui. Senti minhas mãos tocarem algo sólido, uma fumaça negra e então a visão distorceu-se. Eu destruí Katie! Senti como se um tornado ou vórtice me puxasse novamente. Acordei desta vez em minha sala de aula, a professora Marta estava em pé na minha frente. -Olá Paul, como está? – disse num tom sarcástico. -O que quer de mim?- Perguntei, assustado. -Quero sua vida.- Depois de dizer estas palavras, rio escandalosamente. Das suas costas começaram a nascer grandes asas vermelhas, seu rosto começou a empalidecer e seus olhos antes castanhos tornaram-se formas  Totalmente negras. Ela, literalmente, voou em minha direção. Tive um reflexo apurado, desviei no momento em que suas garras estavam prestes a tocar em meu rosto. -Porque você tem medo de mim, Paul? -Odeio matemática! E você causa calafrios. Ela golpeou novamente, mas antes de acertar-me, girei meu corpo ao lado e suas garras acertaram o chão. Levantei-me rapidamente antes que ela tentasse me acertar novamente, então corri em direção aonde guardava sua palmatória. Ela virou-se a mim e disse: - O que vai fazer com meu brinquedinho, garoto? Ela voou novamente em minha direção e então antes de me acertar, virei-me ao lado e acertei em cheio a sua cara. Cuspi ao chão e disse: - Odeio você, sua babaca. Novamente o vórtice sugou-me para dentro e desta vez acordei no local onde iniciei minha jornada. Estava de frente ao homem bode . Ele sorrindo disse: -Você terminou suas tarefas, parabéns!- Me parabenizou falsamente. - Mas não eram três? -Sim, você completou as duas tarefas que pedi, mas ainda faltam uma,  não é? É agora que revelarei quem foi o assassinato de seu pai. Você tem medo de saber quem foi que o matou. Essa será sua ultima tarefa! - Então quem foi que estava dirigindo o caminhão naquela noite? -Foi seu padrasto, Carl! Fiquei paralisado, sem saber o que fazer. O homem que matou meu pai simplesmente foi meu padrasto! Eu não acreditei, fiquei parado olhando para o tempo tentar não acreditar no que ele dissera agora pouco. -Chegou sua hora Paul, está na hora de acordar!

Acordei suando frio, e se aquilo tudo o que sonhei fosse verdade? De qualquer forma o demônio disse que Carl estava dirigindo o caminhão naquela noite. Eu não posso perdoá-lo. Ele tem que pagar pelo o que fez. Esse homem saiu impune e ainda arranjou coragem de casar-se com a mulher do homem que matou. Olhei para o relógio que marcava 22:28 da noite e logo, logo Carl chegaria em casa. Desci as pressas a escada, peguei uma faca na cozinha e esperei ele chegar. -Paul, cheguei em casa! Sua voz me enojava, estava pronto para o ataque. Ele abriu lentamente as portas da casa e eu o peguei de surpresa. Enfiei a faca em sua perna e ele caiu ao chão choramingando de dor. - Como foi matar meu pai? Seu idiota! - Paul, eu posso explicar! – Sua voz soou confiante. - Aquela noite eu queria matar seu pai! Eu sempre amei sua mãe e sempre amarei, mas… ela gostava de seu pai e não o largaria de jeito nenhum. Então, eu fui com meu caminhão em direção ao carro de seu pai, já que sabia que ele estava em direção à fazenda para salvar o gado, pulei fora e vi apenas a batida e a explosão! Há há há -Agora você vai pagar pelo o que fez! Chutei-o no rosto e ele desmaiou ,amarrei ele a cadeira e então o torturei. Cortei seu rosto e seu corpo lentamente em vários pedaços. Subi ao banheiro, peguei o álcool que estava no quarto de minha mãe e joguei dentro da banheira. Voltei ao Carl, levei-o acima e o derrubei dentro da banheira. Seu corpo cheio de cortes começou a arder e ele gritou de dor. Joguei o fósforo dentro da banheira juntamente com Carl e ele pegou fogo ,fechei a porta e sai. Ouvi sirenes de policia chegando e eu apenas fiquei ali, sentado no gramado, enquanto ouvia os gritos de Carl na casa em chamas…  Era a primeira vez que eu via flores maiores que árvores.Quando nos deparamos em uma situação complicada e dificil, nós normalmente reparamos em cada detalhe.E lá estava eu,sentado no gramado e a minha casa em chamas.O sorriso em meu rosto e os cortes da batalha ainda estavam presentes. -Qual seu nome?Qual o seu nome? - Perguntou o policial. -Você está preso,tudo o que disser será usado contra você no tribunal! - Disse o mesmo  me algemando Eu não reagi,fiquei apenas fitando a casa em chamas,os gritos desesperados de Carl e os bombeiros tentando apagá-la.Carl morreu e eu fiquei preso em um hospício.

Sabe qual é o segredo para ficar preso em um hospício?Falar que viu um homem um bode com uma foice e ter avistado fantasmas para descobrir quem matou seu pai.Felizmente não fui preso,até gosto desse lugar....Exceto a psicóloga,toda vez que ela se aproxima de mim, meu coração pula uma batida.Ela me causa calafrios!Sentei-me à mesa de uma sala escura para começar a 'terapia'. -Paul,você ainda acredita ter avistado essa suposta 'criatura'? - Disse a psicóloga  num tom que parecia duvidar de minha palavra. -Sim. -Então essa criatura obrigou você a matar seu padrasto? -Sim -Paul,acho que você ficou traumatizado com a morte de seu pai e como você mesmo disse anteriormente que odeia o Carl,você simplesmente não se conformou em não ter encontrado o assassino e culpou o Carl por isso!Essa sua história de 'Homem bode' chamado Malau é tudo mentira Paul! -Não é mentira! Hoje quando você chegar em casa e deitar-se você verá ele. Ele é o senhor dos pesadelos...há há há. -Você está me ameaçando? - Perguntou ela à mim -Não, apenas estou falando fatos! Ele não gosta de ser mencionado em hipótese alguma. Ela saiu da sala amedrontada. Certamente aquele não era eu! Apenas fiquei ali sorrindo freneticamente como um louco. Aquele não era eu .....Voltei ao meu quarto com dois seguranças me segurando enquanto eu caminhava. Deitei-me na cama gélida. As duras paredes do quarto eram todas brancas com aspecto antigo e desgastado. Fiquei apenas olhando para o teto escuro e sombrio que me fitava enquanto tentava dormir,finalmente adormeci. Enquanto o resto da humanidade sonha, eu tenho pesadelos. Acordei novamente naquela usina ou fábrica, tudo ocorria bem, não ouvia sequer um barulho. O chão gelado e acima de mim passarelas de metal enferrujadas. As janelas eram quadradas e algumas quebradas e a claridade do luar iluminava pouco o local. -Alguém está ai? – Nenhuma resposta,novamente. Deparei-me com um corredor gélido e sombrio. As paredes estavam escrito a sangue “Você nunca escapará. Nunca.” Continuei a andar e ao fim do corredor pude perceber uma sala com estranhas iluminações, alguém estava ali. Abri a porta e vi o que parecia ser um cara com a cabeça de bode segurando uma foice e ele estava assistindo um canal de TV preto e branco, repetindo as mesmas cenas de 5 em 5 min. Ele virou sua cabeça em minha direção, seus olhos eram negros e frios. -Você voltou Paul! Há há há há - Sua risada era amedrontadora e ecoou por todo o local. Pela primeira vez percebi o que ele tanto assistia na TV preto em branco,era um urso e um rato. -Por que estou aqui novamente?Você não disse que eu podia acordar deste pesadelo infernal? - Gritei com todas minhas forças possíveis. -Você não leu nas paredes? 'Você nunca escapará,NUNCA" - seu tom de voz foi ríspido. -Você não cumpriu seu trato..você me disse que depois de terminar as 3 tarefas ia me deixar ir! -Nunca confie em demônios,somos traiçoeiros!Não se iluda com os seus sonhos, pois um dia eles podem virar pesadelos. -O que você quer de mim essa vez? -Ora...Quero uma coisa pequena de você apenas!Enquanto falamos nesse momento a sua 'Psicóloga' está sofrendo pesadelos horríveis.....Você quer ou não salvar a vida de sua 'amiga'?Precisa enfrentar meus 2 ajudantes....e por ultimo,se quiser sair vivo e ver sua psicóloga feliz da vida com sua filhinha de 2 anos você.....você....Terá que ME ENFRENTAR! Fiquei paralisado!ter que enfrentar um demônio para salvar minha vida?Então num tom confiante disse: -Para realizar nossos sonhos,é  necessário enfrentar nossos pesadelos! -Então que os jogos comecem...

Senti um vento forte soprando em meu rosto. Senti como se meu corpo fosse dilacerado por inteiro. Um vórtice  gigante me puxou para dentro dele e então cai no chão.Acordei em uma cidade,não uma cidade normal onde as pessoas andavam e conversavam entre si,mas sim em uma cidade fantasma.Ela estava vazia,os bares pareciam que não eram usados por décadas.As casas estavam todas num aspecto abandonado,as janelas estavam quebradas e a madeira podre.Nas calçadas de uma cidade, à noite, os piores pesadelos ganham forma. Sempre há alguém por perto, ainda que aparentemente você esteja sozinho.A escuridão tomava conta do local e então no fim da rua vi uma criança sentada no gramado  de uma casa.Aproximei-me dela e perguntei: -Você está bem pequeno?Qual o seu nome? Ele não respondeu,ele apenas fitou seu olhar em minha direção e pude perceber que de seus olhos desciam lágrimas de tristeza.Ele correu e entrou na casa abandonada,e eu de forma repentina a segui.A casa por dentro era diferentemente do que aparentava ser por fora,por dentro era uma casa bem arrumada e com móveis nos seus devidos lugares.Por fora aparentava ser o contrário.Encontrei uma espada na cozinha e a peguei. -Onde você está garoto? - Perguntei e novamente nenhuma resposta Virei-me em direção a escada e no topo dela vi o  garotinho, ele me fitou novamente com o mesmo aspecto sofrível e depois correu em disparada ao quarto mais próximo no segundo andar. -Ei, espere eu não vou machuca-lo! Corri o mais rápido que pude e entrei no quarto..A primeira vista aparentava ser um quarto normal de um adulto!Por que o garotinho entrou nele? Foi então que vi uma senhora que 1,80m de altura,ou 2 m talvez,não tenho certeza.Ela tinha olhos azuis e cabelos extremamente negros  e ainda estava com suas mãos em volta do  garotinho como uma mãe que protege seu filho. -Por que ele está chorando?você fez algo com ele sua vadia? - Eu odeio pessoas que maltratam crianças -Meu filho não parou de chorar desde que descobriu que eu servi o seu cachorro de estimação no churrasco do domingo passado... Ela sorriu freneticamente,seus olhos antes azuis transformaram-se em olhos totalmente brancos e sem órbitas,as suas roupas pretas viraram asas vermelhas de um demônio e suas pernas converteu-se em garras super afiadas. -PAUL,VOCÊ VAI MORRER! Antes que ela voasse em minha direção eu coloquei a espada presa na porta de forma lateral e quando ela atacou apenas abaixei num movimento repentino e ela repartiu-se ao meio como nós repartimos uma cenoura na cozinha.A espada caiu no chão e a porta fechou-se brutalmente fazendo um estrondo inimaginável,tampei meus ouvidos na tentativa de não explodir meu tímpano.O garoto ainda estava à minha frente observando meu sofrimento.Nada se comparava ao minha dor de hoje,nem mesmo o dia em que eu tentei suicidar-me pulando da janela quando recebi a noticia que meu pai estava morto. -Quem é você garoto? - -Eu sou você...... Ele correu em direção a jenela pronto para se jogar em camera lenta.Num movimento rápido lançei-me ao encontro do garoto e cai junto com ele...

Um vórtice  gigante me puxou novamente.Senti novamente como se meu corpo fosse dilacerado por inteiro. Acordei em uma espécie de matadouro,um lugar onde matava porcos..talvez?Tinha geladeiras com congeladores onde armazenavam as carnes e no centro da sala  tinha uma mesa cheia de sangue,ao lado uma espécie de banheira com..com....aquilo parecia dedos humanos e olhos sangrando!!Meu coração bastia mais forte,aquilo não era um matadouro de porcos...era um matadouro de ... pessoas!Ouvi passos ecoando pelo corredor onde estava a saída da porta na sala. Alguém estava vindo....Num movimento brusco corri em direção à banheira cheia de corpos de pessoas e enfiei-me entre os corpos. TLIN TLIN.... barulhos de chaves abrindo a porta.pelo canto do olho percebi que se tratava de um homem de grande porte físico e bastante gordo com um pequeno machado em uma de suas mãos.Ele estava pronto para matar!Ele foi em direção a banheira onde fiquei escondido e puxou um corpo que estava sobre minha cabeça,ele olhou para mim e eu me fingi de morto parando de respirar!1..2...3 segundos pareciam uma eternidade,meus olhos saiam lágrimas de dor em virtude de mante-los abertos ele apenas me fitava como quem pergunta 'Esse corpo já estava aqui antes?' Ele colocou o corpo que pegou em volta a mesa e começou o trabalho.Puxou seu pequeno machado e começou a cortar a carne como se cortasse queijo!Ele sorria enquanto 'trabalhava' então finalmente voltei a respirar,ahh que alivio!Pelo canto do olho vi o que parecia ser uma barra de ferro,e se eu pegasse e atingisse o homem?Fiz um movimento extramemente rápido e sai da banheira.Encostei a barra de ferro no pescoço dele e o ameaçei. -Como é que sai daqui?Responda logo seu desgraçado! Ele me fitou como quem já esperava minha presença no recinto.Ele  abaixou sua cabeça e continuou a trabalhar e num movimento quase inesperado acertou o machado em minha mão contra a mesa,meus dedos....eles foram arrancados!!a dor foi tão intensa que é impossivel explica-la. -HÁ HÁ HÁ HÁ - Sua risada era demôniaca Puxei minha barra de ferro com a outra mão e acertei em seu olho,ele ajoelhou-se de dor e peguei seu machado e acertei em sua cabeça contra a mesa.acertei novamente e novamente e novamente...minha fúria era insana...meus sentimentos pararam...sou um anjo em busca de vingança. -MORRA SEU IDIOTA,MORRA!!!

Um vórtice  gigante me puxou novamente.Chegou a hora da vingança....reapareci novamente na sala onde estava aposentado em sua cadeira o Malau,senhor dos pesadelos.Ele sorria freneticamente e então disse: -Parabéns!você conseguiu... -Agora é só você e eu - Disse confiante Ele puxou sua foice e investiu contra mim,desviei rapidamente antes que me atingisse.Engatinhei por baixo de suas pernas sombrias ao encontro da TV e ele virou-se à minha direção. -O que pensa que está fazendo?SEU IDIOTA! Ele investiu novamente contra mim e eu abaixei novamente,ele acertou a TV que explodiu em faíscas e o local começou a pegar fogo... -COMO EU CAI NISSO? HAAAAAAAA - Seu grito foi ensurdecedor Corri em disparada a porta e a usina começou a pegar fogo.A criatura vinha atrás de mim com toda velocidade possível.Corri e Corri..Mas a criatura não se distanciava de mim e então numa fuga súbita eu subi as escadas que davam acima da usina,o piso era de metal gélido e enferrujado e na minha frente percebi uma janela com o luar iluminando aos poucos o local.Ele subiu também e parou atrás de mim. -Você está encurralado....a usina está prestes a explodir e você morrerá!Há há há há -Não dessa vez seu babaca!!! - AHHHHHHH Corri com todas minhas forças possíveis e pulei a janela.Atrás de mim a usina explodiu e a criatura gritou....Então acordei.

Estava novamente no hospício olhando para o teto corroído e velho que me vigiava..eu matei a criatura!EU A MATEI!Disse a mim mesmo.Meus dedos já não estavam mais arrancados,não sentia mais dor e felizmente a psicóloga por mais que eu odiasse ela ainda estava viva. -Paul,vamos logo está cedo!Tem mais uma consulta... - Disse o guarda num tom ríspido


Queria hoje, poder dormir o dia inteiro, pois por mais que eu tivesse pesadelos, não seria pior dos que da vida real....

AUTOR:Guilherme Nascimento(Eu)Inspiração:AmbuPlay <3

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