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Estamos no inicio de de 2017, no primeiro dia de inverno. Está realmente muito frio por aqui, a propósito o meu nome é Tony, eu tenho 15 anos e moro no estado de Minnesota, cidade de Minneapolis.

Começou a nevar há menos de 2 horas, o volume da neve já é bem visível nos telhados e quintais das casas. Geralmente eu gosto dessa época do ano por que além do frio insuportável, eu e meus dois melhores amigos, Julian e Marcos, conseguimos ganhar algum dinheiro tirando a neve das casas ( o que ninguém gosta de fazer).

Geralmente nós trabalhamos apenas alguns quarteirões além do nosso. Porque no dia seguinte obviamente haverá mais neve e é claro mais dinheiro para nós.

Exatamente ás 9h30 da manhã, eu já ouço a campainha tocar, são eles, Julian, zoeiro como sempre e Marcos, 5 vezes pior. Hoje estamos realmente animados pois vamos cobrar um pouco mais caro para arrecadar mais do que o ano passado.

No fim da rua, antes de chegar á mata fechada tem uma casa que geralmente temos uma certa ansiedade de passar perto, mais esse ano vai ser diferente. Não temos nada contra quem mora lá ( sim, tem gente morando lá...), mas aquela casa tem algo estranho... Meio fora do normal, pode ser coisa da minha cabeça, acho que só eu percebi isso...

Enfim, nós ralamos o dia inteiro, até que chegamos na última casa da rua, que era justamente aquela. Nós passamos pelo jardim (coberto de neve obviamente), e, chegando na porta, reparamos que não havia campainha, tinha apenas um daqueles batedores manuais (não me recordo o nome), pois aparentava ser uma casa bem antiga:

J - Você quer mesmo fazer isso ? Essa casa é sinistra

T - Calma Julian, é só uma casa comum...

Eu estava tentando acalma-lo, mas estava com mais medo do que ele.

Assim que dei a primeira batida, ouvimos algo destrancando a porta por dentro e, abrindo logo em seguida. Para a nossa surpresa, não tinha ninguém atrás da porta, era um corredor grande e escuro, a não ser por uma luz que saía por debaixo da última porta:

M - Vamos voltar Tony, não tem ninguém.

T - Tem uma luz acesa, precisamos avisar que a porta deles está destrancando sozinha. A propósito ,cadê aquele Marcos zoeiro de agora há pouco ?

M - Eu sou zoeiro cara, mais você tem que admitir que essa casa da um pouco de medo...

J - Seu medroso - disse Julian rindo

M - Querem que eu prove que sou foda?

- Sim ! - dissemos eu e Julian ao mesmo tempo

Marcos não hesitou e entrou na casa batendo os pés, seguido por nós dois, meio relutantes...

Quando finalmente entramos, Marcos encostou a porta e a escuridão só não foi total por causa daquela luz no fim do corredor. Julian se aproximou da porta e encostou levemente sua mão na porta:

J - Olá?... Você deixou a sua porta aberta...

Nenhuma resposta.

J - Tem alguém aí?

Nada novamente.

M - Abre logo essa porta Julian!

J - Para de gritar Marcos!

Nesse momento, Marcos virou a maçaneta e empurrou a porta, iluminando o corredor.

A sala estava praticamente vazia, a não ser por uma poltrona velha, um tapete, e uma televisão ligada e sem sinal, medonhamente fazendo aquele som de chuvisco.

No fim da sala havia uma porta. Nós ouvimos um barulho, uma batida leve logo atrás da porta:

M - O que foi isso ? -Marcos pergunto realmente assustado.

T - Eu não sei, vamos la ver...

M - Se não tiver ninguém dessa vez a gente vai embora.

T - Esta bem.

Nós seguimos até o final da sala e novamente. Dessa vez já fomos abrindo. Erro nosso...

Marcos soltou a porta e ela fechou, trancando nós três. O que havia ali era realmente estranho. Era um cômodo muito escuro, bem no canto conseguimos ver uma silhueta, era alguém realmente alto, nos encarando.

Nós reparamos que havia uma janela á nossa direita, era possível ver ás estrelas e a mata ao fundo. Espera, não é possível eram 3h da tarde! Escutei Julian tentando abrir a porta desesperadamente, enquanto a figura dava lentos passos em nossa direção:

M - Porra Julian, abre essa porta.

J - Não consigo! .

T - Arregaça ela logo! .

Tomei impulso e dei uma voadora bem no meio da porta. Chutei com tanta adrenalina que ela quebrou no meio.

Corremos com a alma pelo corredor. Dei uma nova voadora na porta de entrada. Dessa vez não deu certo:

M - E agora ?

Julian abriu a porta de um armário e nós corremos pra dentro:

T - O que esta acontecendo aqui ?

M - Cala boca! Ele vai pensar que fomos embora!

Ficamos lá dentro por quase 1 hora, com medo até de falar.

Como vamos sair daqui ? Eu não faço ideia. Eu sabia que não deveríamos ter entrado nessa maldita casa.

Apos 1 hora e meia calados, eu verifiquei o meu relógio, pois se vi bem, já estava de noite. Meu celular indicava 3h27AM... Eu nem estou acreditando mais que estou no mundo real, sera que já estão me procurando?

T - Vamos sair agora? - Sussurrei

J - Primeiro veja se o corredor esta seguro.

Lentamente eu girei a maçaneta e abri a porta até o ponto de conseguir a escuridão total que estava lá fora, a luz havia se apagado. Então eu peguei meu celular e liguei o flash na direção do corredor. Nada , estava tudo calmo e silencioso, então virei em direção ao Julian e Marcos, apavorados:

T - Esta vazio.

M - Vamos correndo.

J - Não! Vamos correr apenas quando sairmos.

Saímos lentamente em direção a porta de saída. Viramos a maçaneta (O que não tínhamos tentado antes). Sem sucesso.

Notamos uma escada no lado direito do corredor (eu realmente não a vi quando passei pela primeira vez pelo corredor). Ouvimos uma batida alta seguida de passos na sala em havia aquela televisão. Subimos a escada na maior carreira. Podíamos ouvir a porta abrindo rapidamente.

Chegamos em um corredor pequeno e estreito com uma janela no fim. Eu abri a janela e puxei os dois pra dentro de um cômodo ao lado dela:

J - O que você está fazendo? A janela esta logo ali.

T - Vamos espera ele vir. Quando pensar que saímos e ir embora teremos mais tempo de pular a janela.

T - Cala a boca! Ele esta vindo.

Observando pelo buraco da maçaneta, pude ver a figura se aproximando da janela. Ele ficou ali parado, como se soubesse que ainda não tínhamos fugido...

Ele lentamente esticou os braços e fechou a janela. Suas unhas eram medonhamente grandes e seus braços cheios de cicatrizes.

Esperamos um tempo antes de sair :

T - Quando eu contar até três, vou abrir a porta e a janela. Corram como se não houvesse amanhã.

T- Um, dois, três!

Rapidamente, eu abri a porta e a janela, pulando rapidamente pra fora, seguido pelo Julian.

Quando Marcos colocou metade do corpo pra fora, pude ver um braço se envolver rapidamente no seu pescoço o puxando para dentro.

No momento em que tentei voltar para pegá-lo, Julian puxou meu braço, nos derrubando do telhado. A última coisa que vi foi a janela se fechando. Só conseguimos ouvir os gritos do Marcos.

Quase instantaneamente, corremos para minha casa. Minha mãe estava desesperada e louca da vida. Eu expliquei o que tinha acontecido e ela, trêmula, ligou para a policia.

Após 15 minutos, chegaram duas viaturas então partimos na busca pelo Marcos. Não conseguimos acreditar no que encontramos. Dentro da casa não havia nada, nenhum móvel, quadro, ou pessoas... Nenhuma marca de sangue. parecia que aquele lugar nunca foi habitado por ninguém.

As buscas se estenderam até a área da mata atrás da casa. Embaixo de uma árvore, encontramos o sapato do pé esquerdo dele, apenas isso...

Duas semanas depois, nos mudamos para a cidade de Chicago. Desde então não tive muitas notícias de Julian, ás vezes trocamos mensagens pela internet. Ainda não encontramos o Marcos, as buscas foram encerradas.

Sinceramente eu nunca mais voltarei naquela cidade... Não sozinho.

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