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[História livremente Inspirada em The Walking Dead. Alguns personagens aqui descritos são propriedade de Robert Kirkman e AMC]

Os Fatos

O vento uivava pela floresta verde, prenunciando a tempestade próxima. O céu era desanimador, coberto de nuvens cinzentas. O frio imperava e o majestoso sol já indicava sinais de fadiga no céu. Em meio a galhos, raízes e folhas, avançavam quatro pessoas, um homem, uma mulher e duas crianças, todos bem agasalhados e alertas. Nas costas do homem, havia uma bolsa repleta de armas.

Eles seguiram sem rumo durante o restante do dia até encontrarem uma clareira onde poderiam ficar até o fim da noite. "Sarah, a barraca", acenou o homem para a mulher. Ela retirou das costas uma sacola, e os dois puseram-se a armar uma barraca. "Tivemos sorte de conseguir pelo menos isso, Michael". Os dois fitaram-se em silêncio e pensaram no mundo depois que tudo começou. Ao redor, as crianças corriam brincando de pique-pega. Seus nomes eram Lauren e James, filhos do casal, e pareciam por um momento esquecer a brutalidade e a atmosfera mortal nas quais eles estavam imersos. "Tá com você!", dizia Lauren, rindo. "Não, tá com você", retrucava James, com um sorriso nos lábios. Ambos tinham 11 e 13 anos, respectivamente.

Em uma manhã, os quatro haviam sido acordados com um carro de som que passava pela rua anunciando a situação de emergência em que todo o mundo se encontrava, dominado por mortos-vivos. As criaturas pútridas, chamadas informalmente de walkers, eram verdadeiras máquinas de matar, devorando qualquer um que encontrassem pela frente e fazendo-os virar outros walkers, criando uma reação em cadeia. E agora, a situação estava fora de controle. Michael achara que a epidemia não iria se espalhar e que o Centro de Controle de Doenças ou os exércitos das nações conteriam a praga, porém ele foi muito otimista. Enquanto todos se preparavam para o pior, Michael e sua família achavam que o mundo não mudaria. Isto até o carro de som passar anunciando que eles deveriam sair de suas casas e ir ao centro de refugiados mais próximo, no caso, Atlanta.

A cidade onde Michael e sua família moravam, Cynthiana, era pequena e tranquila, portanto, mesmo assustados, eles resolveram continuar em casa, com o adicional de pregarem tábuas na porta e janelas de forma que nenhum intruso pudesse invadi-las. O psicológico de Michael parecia inabalável até eles começarem a surgir. Sarah logo tratou de tirar as crianças das janelas. Uma espiada no vidro revelava as formas repugnantes. Todos eles já foram pessoas, não se podia negar, mas moviam-se de um modo lento e tenebroso - quase como que arrastando os próprios pés. Soltavam terríveis gemidos e seus rostos tinham uma expressão monstruosa, com as pupilas desaparecidas em meio a olhos vazios. O cheiro que eles emanavam também era extremamente desagradável: a carne começava a se decompor em alguns pontos, emanando um odor repelente. Alguns walkers pareciam andar juntos - e eram mais perigosos assim.

Quando a primeira horda passou, Sarah gritou com Michael para que ambos saíssem de casa e levassem as crianças. Michael a príncpio não concordou, mas teve que ceder quando Lauren observou uma das janelas da casa e foi surpreendida por um walker que começou a bater no vidro.

Michael e Sarah juntaram o máximo possível de provisões e roupas e saíram para dar uma olhada no cenário. A cidade estava deserta. O que se via eram corpos semidevorados e lixo, muito lixo espalhado. Ao longe, colunas de fumaça enfeitavam a paisagem com presságios sombrios. O cenário era de total destruição.

"Temos que sair daqui! Isso é uma terra de ninguém", gritou Sarah. "Calma! Nós vamos dar um jeito!", disse Michael. "Pegue as crianças. Vamos para Atlanta". Sarah obedeceu sem pestanejar e chamou Lauren e James. "Crianças, o papai vai nos levar até Atlanta. Vamos demorar, então se tiverem alguma coisa que queiram levar, peguem e coloquem nesta mala". "Vamos sair de casa? Legal! Isso aqui estava parecendo uma prisão". Algumas horas depois, todos entraram no carro. Ao volante, Michael ainda tentou utilizar seu bom humor para acalmar a tensão presente. "Próxima parada, Atlanta!", disse, com um entusiasmo que contrastava com a situação.

"Mamãe, o mundo acabou?", perguntou Lauren. "Eu não sei, querida. Eu não sei", respondeu Sarah. "Fica quieta, Lauren", disse James, com o olhar fixo na janela. "Parem de discutir, o mundo não acabou, é só uma doença generalizada. Como a Gripe Suína". "Ah, claro, como se fosse a mesma coisa", disse Sarah, com um nervosismo que calou Michael o restante da viagem.

Próximo a Atlanta, um grande engarrafamento de carros destacava-se. Já era quase de noite, e as pessoas saíam de seus carros, desesperadas. "Vamos, vamos", dizia Michael, com o medo crescendo em seu corpo. De súbito, um clarão iluminou o céu. E outro, e mais outro. Helicópteros do governo - ou pelo menos era isso que parecia ser - estavam atirando bombas contra a cidade de Atlanta, destruindo suas ruas e sabe-se lá quem estava lá. Foi aí que Michael percebeu. Não havia centro de refugiados. Atlanta estava tomada e o mundo tinha realmente acabado. O governo, desesperado, estava tentando destruir os walkers que se amontoavam nas ruas. Michael fechou os olhos e tentou imaginar a situação. Pedaços de carne e órgãos podres saltando para todos os lados com inúmeras explosões. E pessoas inocentes sendo consumidas pelas chamas. Aquilo era pior do que o Inferno, pensou. "Temos que sair daqui", ele disse, trincando os dentes e fazendo o carro dar meia-volta. "O que foi", perguntou James, arrepiado. "Nada. Nós erramos o lugar", disse Michael, simplesmente.

Durante os meses seguintes, os quatro vagaram por cidades inteiras destruídas e hordas de walkers, sem encontrar uma viva alma. Parecia que estavam sendo castigados por algo que tinham feito, e agora estavam condenados a serem as últimas pessoas da face da Terra. Michael estava a ponto de enlouquecer com toda essa situação, mas olhares como o que Sarah lhe dava agora conseguiam confortá-lo. Eles estavam sujos, quase sem comida e desorientados, mas tinham um ao outro. E era isso que bastava.

"Vai ficar tudo bem, Sarah. Eu sei que vai", disse Michael, mesmo não acreditando nisso. Os dois se abraçaram forte e retornaram a montar a barraca. Uma vez lá dentro, eles e as crianças comiam uma das últimas lata de frutas em conserva que eles tinham conseguido fazia algumas semanas. Agora, estavam quase sem suprimentos. Enquanto seus estômagos vazios roncavam, clamando por mais comida, alguns walkers passaram em frente à barraca, com ruídos medonhos e suas sombras aterradoras. Com um gesto, Michael instruiu todos a ficarem em silêncio. Após alguns minutos, que pareciam séculos, os barulhos desapareceram.

"Isso nunca vai acabar", disse Lauren, com as mãos nos ouvidos e lágrimas salgadas brotando dos olhos. James tentava lhe encorajar com palavras de ânimos, mesmo sabendo que isso não daria certo. O mundo não iria mudar. Eles não tinham motivo para lutar, mas continuavam lutando. Por quê? "Este mundo... Este mundo é feio. Não sei por que deveríamos continuar aqui", dizia Sarah, quase em um estado catatônico.

"Pessoal... É complicado, eu sei, mas nós vamos sair dessa. Existem pessoas... Digo, o mundo ainda não acabou! Vamos encontrar gente. Vamos manter a esperança. Pelo menos isso. Um dia, tudo vai voltar a ser o que era. Vamos tomar o café da manhã juntos, eu vou sair para trabalhar. Sarah, você vai levar as crianças para a escola. Lauren e James, vocês aprenderão com aqueles professores que vocês odeiam. Vamos voltar para casa e viver... Simplesmente viver, e não sobreviver". A este momento, todos estavam chorando, incluindo o próprio Michael. Os quatro deram um abraço mútuo.

Pela manhã, Michael foi o primeiro a acordar. Ele, com delicadeza, despertou a esposa. Suavemente passou a mão em seus loiros cabelos, e fez o mesmo com seus filhos. Olhou para o rosto sardento de James e para Lauren, com seu aspecto angelical. Ambos acordaram. "Temos que andar mais um pouco hoje", avisou Michael, e o grupo partiu, com Sarah levando a barraca e Michael as armas.

Algumas horas depois, eles chegaram ao que parecia ser os trilhos de uma ferrovia - completamente abandonada. Os trilhos formavam uma trilha singular entre as árvores, e levava até algum lugar. Michael observou isso, porém todos se sobressaltaram ao ouvirem um gemido baixo. Um walker emergiu do lado oposto à linha de trem ao qual eles estavam. "Papai!", avisou James. Michael colocou a sacola com as armas no chão e do cinto pegou uma faca, devidamente amolada. Ele e o morto-vivo encaminharam-se um contra o outro. O corpo podre tinha sido mordido na altura do braço, tinha a pele amarelada e os olhos sem expressão, embora pudesse se ver seus dentes vorazes. Mas Michael não prestou atenção em nada disso. Com um chute, ele derrubou o walker e enterrou a faca em seu cérebro repetidas vezes, gritando "Por que você não morreu?! Por que você não morreu?!". Sarah agarrou seus braços. "Michael, para. Tá assustando os nossos filhos". Michael assentiu, vendo que tinha se deixado levar pela fúria. Pegou um pano e limpou o sangue podre que pingava da faca. "O que é aquilo?", perguntou James, apontando com o dedo indicador da mão direita para uma placa de madeira.

Os outros se viraram e observaram a placa. Michael a agarrou e leu em voz alta "Terminus. Santuário para todos. Aqueles que chegam sobrevivem". Todos observaram atônitos. Estariam prestes a fazer contato com a civilização novamente? "Estamos salvos! Salvos!", gritou Michael, sem se importar se um milhão de zumbis o escutaria. Embaixo do aviso esperançoso, havia um mapa indicando o caminho. "Temos que seguir a linha de trem", observou Sarah.

Durante dias, os quatro seguiram a ferrovia, ansiosos para ver o que encontrariam no fim dela - uma luz no fim do túnel, talvez. Eles avançavam com duas vezes mais energia, querendo vislumbrar uma possibilidade de recomeço, um refúgio, um santuário. Foi quando avistaram. No final da linha de trem, havia alguns prédios - uma autêntica estação ferroviária. No prédio principal, estavam as letras T-E-R-M-I-N-U-S. Vários vagões amontoavam-se e podia se ver o movimento de pessoas. O portão principal estava estranhamente aberto.

"Estamos salvos!", tornou a repetir Michael. E, sem pensar duas vezes, os quatro correram na direção do Terminus, entrando rapidamente. Uma mulher ruiva de meia idade parecia estar esperando por eles. "Bem vindos ao Terminus. Vocês vieram pelas placas?". "Sim, nós vimos. Estávamos desesperados procurando por refúgio e... Bom, graças a Deus encontramos esse lugar. Meu nome é Michael, essa é minha esposa Sarah e estes meus filhos Lauren e James". "Meu nome é Mary. Imagino que estejam com muita fome. Vou lhes dar um prato". Ao lado de Mary, havia uma grelha, e ela ofereceu um pouco de comida aos sobreviventes, que devoraram com ferocidade. "Tem um gosto diferente", observou Sarah. "Todos dizem isso", retrucou Mary, rindo.

"Mãe, eu...", disse um homem, aproximando-se. Era novo, vestia roupas limpas e tinha os cabelos penteados, além de uma fina barba recobrindo a parte inferior do rosto. "Visitas? Ótimo. Permitam que eu me apresente. Sou Gareth". "Michael", respondeu o dito-cujo, estendendo a mão. "Então, posso ver suas armas? É nosso procedimento de segurança". E gritando: "Alex! Me dá uma ajuda aqui!"

Alex, um homem parecido com Gareth, logo surgiu, e passou a verificar as armas e a revistar toda a família. "Eles estão limpos", avisou a Gareth. "Ótimo, mostre a eles o lugar", respondeu aquele que parecia ser o líder do local. Enquanto eles se afastavam, Gareth confidenciou à mãe, Mary: "Perdemos mais um hoje. Estamos ficando sem pessoal. Acho que vamos precisar desse Michael". "Quer dizer que não vamos levá-los aos vagões ainda?", perguntou Mary. "Não", disse Gareth, decidido. "E quanto às crianças?". "Resolvemos isso depois", ele disse.

Enquanto Alex mostrava as dependências do Terminus para os quatro sobreviventes, Michael percebia a presença de inúmeros atirados no topo das construções, e várias pessoas andando de um lado para outro, como em uma grande comunidade. "Não é o centro de refugiados que imaginei, mas é ótimo", disse ele. "É verdade. Temos orgulho desse lugar", disse Alex. Enquanto ele falava, Gareth se aproximou. "Tenho que dar uma palavrinha com o Sr. Michael", ele disse. "Cuide da sua esposa e filhos enquanto isso, por favor".

"Não vou demorar", disse Michael. Ele encaminhou-se até onde Gareth estava e os dois entraram em um prédio. "Então, o que o você era antes dessa merda toda começar", começou Gareth. "Advogado". "Onde?". "Cynthiana, lá no outro estado". "Esteve muito tempo na estrada, não é?". "Muito. Pra falar a verdade, eu nem acredito que estou conversando com você. Faz tanto tempo que não converso com outras pessoas...". Gareth deu um sorriso que tinha algo mais de benevolente, e continuou conduzindo Michael para dentro do Terminus. O homem observava o interior do local: um autêntico açougue, com vários pedaços de carne pendurados.

"Percebi que vocês tem muitos animais", observou Michael. "É, quase isso", disse Gareth, pigarreando. "Que tal uma bebida?". Michael aceitou o conteúdo do copo que Gareth lhe oferecia, mas ao beber sua vista ficou turva e ele desmaiou imediatamente.

Quando recobrou a visão, Michael estava em outra sala. Um prato com carne reluzia à sua frente. Gareth vagava por ali. "Coma", ele pediu. Com a cabeça girando, Michael obedeceu. "Devo informá-lo que você está comendo a perna da sua mulher". Michael imediatamente cuspiu o naco de carne. "O quê? Mas que...". Gareth olhou para ele e sorriu novamente, e desta vez Michael percebeu algo de diabólico naquela expressão. "Eu agradeço ter confiado em nós, foi muito mais fácil...".

"Seu doente de merda!", gritou Michael, levantando-se. "Onde eles estão? Onde!". "Olhe para trás", respondeu Gareth. Lentamente, Michael se virou e percebeu as cabeças sem vida de Sarah, Lauren e James. Michael percebeu uma aura negra sugando sua existência e ele caiu de joelhos, o rosto enterrado nas mãos. "Por que, meu Deus, por quê?". "Não é uma questão de Deus, Michael. É sobrevivência". A voz de Gareth era tranquila, mas o suficiente para lacerar a alma de Michael. Virando-se, o homem foi tomado por um impulso animalesco e jogou-se contra Gareth, que feriu-o com uma faca, atirando-o ao chão.

"Foi necessário, você tem que entender", tornou a dizer Gareth. "Isso não é um Santuário!", rugiu Michael. "Era. Era, no início. Mas aí... Aconteceram coisas que nos fizeram mudar. Nos fizaeram pensar. Ou você é o açougueiro, ou você é o gado. Nós escolhemos ser o açougueiro. É uma pena que a sua família tenha sido o gado".

O corte, na altura da sobrancelha de Michael, jorrava sangue e obscurecia sua visão. "Foi como fizemos das outras vezes", disse Gareth, ficando de cócoras. "Alex e meus homens pegaram seus facões. Não ache que foi fácil para sua esposa e seus filhos, por que não foi".

Sarah, Lauren e James estavam terminando sua visita ao Terminus, quando foram encurralados por Alex e seus homens. Eles rapidamente os levaram para uma sala de abatedouro - a mesma onde Michael se encontrava enquanto desmaiado. "Não podem fazer isso!", suplicava Sarah. Em resposta, um dos homens, vestido da cabeça aos pés com roupas de açougueiro, sacou um facão e o desceu, arrancando seu pé esquerdo e a fazendo gritar de dor. Lauren e James entraram em pânico, sendo agarrados por aqueles demônios em forma de pessoas. "Assassinos!", Sarah gritava.

Um dos açougueiros pegou suas mãos e começou a cortar seus dedos um por um, cada amputação um novo grito de dor. Chegando ao dedo onde estava a aliança, o objeto foi cuidadosamente retirado e guardado. Outro homem, com um grande alicate, mantinha a boca de Sarah aberta e começava a estrair seus dentes. A cada retirada, os dentes vinham sujos de sangue e com pedaços de nervos, enquanto uma profusão de sangue saía da boca de Sarah. Com um bisturi, um dos homens habilidosamente rasgava a barriga de Sarah e retirava seu útero, com pedaços de carne presos no mesmo. Ele tornou a fazer isso, desta vez retirando uma parte de seu intestino. As mãos enluvadas, inicialmente brancas, iam se tingindo com vermelho. A esta altura, a mulher já estava morta. "O show acabou, rapazes", disse Alex. "Limpem tudo".

"Não preciso nem dizaer que seus filhos tiveram o mesmo destino. Pobres crianças... Mas entenda, precisávamos deles. Se um urso e um filhote estiverem sem comida, o urso come o filhote. Porque, se o urso morrer, o filhote morre. Mas se o urso sobreviver, ele pode ter outro filhote". Foi aí que Michael começou a compreender. O Terminus era uma comunidade de canibais, que torturavam suas vítimas antes de matá-las e se alimentavam das mesmas. Michael preferiu mil vezes não ter encontrado o lugar. Gareth continuou seu monólogo psicopata.

"Eu não queria matar sua mulher. Queria que ela fosse uma de nós. Mas... O Alex insistiu tanto. O pessoal daqui gosta mais das mulheres. Eu também gosto. Deve ser por causa da camada de gordura que elas tem. Sua mulher tem um gosto bom". A estas palavras, Michael saltou em Gareth, que se desviou. "Michael, entenda. Nós precisamos comer. Você não sabe o que é passar fome, eu sei. E te garanto que essa foi a melhor saída que eu e me pessoal nos encontramos. Queremos você como um de nós". "Seu doente, acha que eu vim até aqui para ver minha família ser morta e eu ter que me juntar a um grupo de bandidos como vocês?". De repente, Alex surgiu das sombras e derrubou Michael com um bastão de baseball. Gareth parecia ainda mais tranquilo: "Nesse caso, vamos comer você. Entenda, não é nada pessoal. É que não dá pra voltar atrás. O mundo antigo acabou. Este mundo é novo. E nós sobrevivemos nele. Ou pelo menos tentamos. Mas você já passou por coisa demais, já fizemos de sua alma frangalhos. Não vamos fazer o mesmo com seu corpo, pelo menos não enquanto ele estiver vivo".

Enquanto Gareth caminhava em sua direção, Michael pensava em como eles não haviam encontrado ninguém em meses, e como seria bom que tudo continuasse assim. O apocalipse havia destruído as regras da sociedade, e criado pessoas sombrias, sem escrúpulos e capazes de fazer atrocidades sem o mínimo de remorso. Gareth era só um exemplo disso. Michael fechou os olhos com força e começou a chorar. Seu último pensamento foi o de que o mundo jamais voltaria a ser o que era. A isso sucedeu-se a dor de Gareth cortando sua jugular com a faca. E depois, tudo desvaneceu-se na direção do escuro insólito.

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