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"Você tem coragem de ler meu livro?"

Um estrondo de metal ecoou por toda a cidade. Dizem que foi assim que Emanuelle morreu. Um homem conhecido como O Escritor aterrorizava aquela pequena cidade, a cidade de Friade. Ela era localizada no extremo norte de nosso país, alguns dizem que no Amapá. Foi naquela cidadezinha que surgiu tamanho assassino em série. Ele matava pessoas que andavam sozinhas pela noite, confiando-as seu livro e acertando-as com uma barra de ferro. Ele então, roubava a cabeça de suas vítimas e levava com ele.

O sherife Hoytes, famoso entre aquelas bandas, pregava as palavras aos moradores. "O assassino que tanto tememos usa uma pequena barra de ferro, que ele sempre deixa na cena do crime. Tenham cuidado com qualquer um que tenha uma barra de ferro, se o avistarem, chamem a polícia."

Por mais vagas que fossem as palavras do xerife, parecia ser a melhor ideia que eles tinham, tomar essas simples precauções. Foi então que todas as mulheres daquela cidade começavam a reparar em bolsas escondidas de homens e malas suspeitas. O xerife foi chamado diversas vezes para revistar homens que não tinham nada consigo, nada que se parecesse com a arma dos crimes.

Um dia a pobre coitada da filha do xerife estava andando sozinha e perdida, estava procurando a festa do bancário mais rico da cidade, o senhor Asven, um russo um tanto quanto mal encarado que vivia ao pé de uma colina. Estava bem de noite e o pai da garota não a pode levar, pois estava trabalhando no caso. Foi então que ela avistou um homem com um terno de gala. Esse homem lhe abordou e perguntou aonde ela estava indo. Ao ver que ele não tinha nada com ela fora seu relógio de bolso, ela resolveu pedir ajuda ao homem. Coincidentemente ele estava indo para a festa do bancário, assim como ela.

Ambos estavam andando em meio aquela rua escura, quando a garota tropeça. Era um objeto estranho encapado com um papel e uma pequena corda para não desmancha-lo. O homem pegou o embrulhado e o abriu, exclamou então. "Meu Deus, veja isso." A garota olhou, era um livro. Um estrondo de metal ecoou por toda a cidade.

Um policial que passava por lá disse que viu uma barra de ferro ser deixada no chão ao lado do corpo sem crânio da filha do xerife Hoytes. Ele chamou o xerife e seguiu o homem com roupa de gala até sua casa. A equipe da policia demorou a chegar, mas a raiva de Hoytes era tanta que, ele entrou na frente, arrombando a porta, praticamente sozinho dentro da casa do homem que havia matado sua filha.

Dizem que a cena era horrível, um cheiro de carne podre. O assassino deveria matar dezenas de pessoas além das garotas, pois tinha móveis feitos com carne humana dilacerada. Abajures feitos com pedaços de fêmur, castiçais forjados usando tíbias humanas, braços e pernas humanos viravam cadeiras e escrivaninhas. Um quarto tinha uma porta de ferro mal trancada. "Ele deve estar ali" pensava o xerife. Ele então, com a ajuda de um pé de cabra arrombou a porta e rendeu o homem.

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O assassino ficava parado encarando Hoytes. Ele estava sentado em sua cama, com lençóis de pele humana e travesseiros com plumas feitos com cabelos de mulheres. Em seu colo estava o livro, o livro que a filha do xerife havia lido antes de morrer. A curiosidade consumia o homem. O que estava escrito no livro? O xerife pegou cuidadosamente o livro com suas mãos após ter algemado O Escritor Ele finalmente abriu uma página aleatória do livro sem capa. Todas as páginas diziam a mesma coisa em todas as linhas.

"Eu não sou o assassino, este está atrás de você."

Um estrondo de metal ecoou por toda a cidade. 

"Você tem coragem de ler meu livro?"

Mr. Weed (discussão)

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