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Raul tirou as luvas ensanguentadas das mãos. Um corpo jazia morto à sua frente. Penélope Cruz era o nome da moça morta. Raul a matou.

A maioria das pessoas têm hobbies. Alguns gostavam de caminhar, outros preferiam jogar futebol, ou até ler e jogar na internet. Raul Damasceno não fazia parte de nenhum desses grupos. Era um assassino nato, seu hobbie era matar. A jovem Penélope era uma testemunha de Jeová - Pessoas que Raul odiava. - e batera à sua porta num domingo, como de costume.

Raul não hesitou em mata-la friamente. Mas havia um porém. Raul quebrara a sua maior regra. Matou alguém em sua casa. Horrorizou-se quando foi tomado pela lucidez. Como pudera ser tão estúpido?

"Merda!" Raul praguejou.

Arrastou o corpo até o banheiro o o jogou na sua banheira. Havia deixado um rastro enorme de sangue. Correu para a cozinha, procurar os materiais de limpeza.

Já tinha limpado a maior parte do sangue quando tocaram a campainha. Era só o que faltava. Raul levantou-se e foi até a porta.

"Bom dia, vizinho!" Sua vizinha o cumprimentou. Roberta. Tinha se mudado recentemente para a casa ao lado.

"Bom dia." Raul tentou tomar uma postura tranquila. "O que a traz aqui?"

"Soube do festival que vai ocorrer semana que vem?"

"Festival?" O olhar de Roberta se moveu até o sangue enquanto ela falava.

"O que é aquilo no chão?" O tapete vermelho disfarçava o sangue, mas seria difícil não notar.

"Oh."

"É sangue?!" Ela gritou.

Raul a puxou para dentro e fechou a porta. Ela se debatia e gritava. Ela arranhou o rosto de Raul, antes de conseguir se soltar. Raul já havia se preparado para isso quando se mudou. As janelas e a porta eram a prova de som. Ninguém poderia ouvi-la. Ela caiu no chão enquanto corria. Raul aproveitou a chance e sentou em cima dela. Atingiu o seu rosto com repetidos socos, até ela parar de se mexer. Quando terminou, o antes lindo rosto de Roberta se tornara uma massa deformada de sangue, pele e carne. Respirava com dificuldade, mas estava viva. Raul precisava dar um jeito nisso.

Correu até a cozinha um tirou do faqueiro a primeira ferramenta que encontrou. Um cutelo de fatiar carne. Voltou até a sala e desceu o cutelo com força contra o peito de Roberta, perfurando um de seus pulmões. Sangue espirrou no rosto de Raul e no chão. Raul fungou. Agora teria mais trabalho.

Levou o dia inteiro para limpar o resto do sangue no chão, fatiar os corpos, enterrar no quintal, se livrar do cutelo, que deveria estar impregnado das digitais de Raul, limpar os móveis, tomar banho e dormir.

Acordou sem peso na consciência, algo digno de um psicopata, e foi tomar o café da manhã.

Já tinha terminado o café quando bateram à porta.

"Bom dia" Raul cumprimentou, ao abrir a porta.

"Bom dia, senhor Raul." Era o marido de Roberta. Um frio correu pela espinha de Raul.

"Carlos, o que o traz aqui?"

"Minha esposa não dormiu em casa ontem. Ela disse que iria... O que é isso no seu rosto?"

Merda. Raul esqueceu do corte que Roberta fez no seu rosto.

"Eu não estava em casa ontem. Eu estava na casa de minha irmã. Foi minha sobrinha pequena que fez esse corte."

"Oh, entendo. Se tiver notícias de Roberta, por favor, me avise."

E então foi embora. Raul se amaldiçoou. Agora Carlos deveria estar desconfiado.

Não havia volta. Precisava matar Carlos.

Naquela noite.

-Continua...

~VSC.

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Sei que pode causar estranhamento para algumas pessoas o ponto de vista ser do assassino. Eu pensei o seguinte antes de escrever, "Por que sempre o ponto de vista é dos mocinhos?" E por isso decidi fazer assim. Pode parecer estranho, mas acreditem, se surpreenderão com o rumo da estória.

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