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Meu nome é Alex, tenho 19 anos e moro em Belo Horizonte-MG. Hoje é 23/05/2015. Ganhei um celular novo de meus pais alguns meses atrás, é um Android. A primeira coisa que fiz foi baixar alguns programas, como o Facebook, Angry Birds e outros programas para passar o tempo. Mas de todos os programas baixados só me arrependi de um: o WhatsApp. Por quê? Bem, no início tudo ia bem, fui adicionado a um grupo de família com primos, tios e todos os outros membros da família. Tinham, no mínimo, 15 pessoas no grupo. Todos falavam a todo momento, era um grupo muito movimentado. Eu até respondia às vezes, mas com o tempo parei. Apenas olhava as mensagens, não interagia mais. 

Algumas semanas atrás uma mensagem me chamou a atenção, era o número de um tio que havia morrido a quase um ano atrás. Ele não estava no grupo, alguém o adicionou, talvez alguém querendo brincar conosco, uma brincadeira de mal gosto, talvez algum dos seus filhos. A mensagem dizia "É frio aqui, vocês mentiram para mim!", comecei a pensar, a mensagem não fazia sentido nenhum. O número continuou a mandar mensagens, várias mensagens, a maioria dizendo "Me tirem daqui!" ou "Não aguento mais!". De qualquer forma parecia meu tio, era seu jeito de falar.

Semana passada minha tia bateu na porta da minha casa, ela estava assustada, disse que recebeu uma mensagem de ajuda do meu tio morto. Eu não acreditei, como alguém podia fazer isso, esse tipo de brincadeira? Mas meu pensamento começou a mudar dois dias atrás, quando comecei a receber mensagens fora do grupo, do mesmo número, era meu tio mesmo, sem farsas, era ele. A nossa conversa aconteceu assim:

Ele: Alex, me ajude filho. Eles me prenderam aqui fazem meses, me tire daqui!

Eu: Quem estiver fazendo essa brincadeira pare agora!

Ele: Aqui é gelado. Diziam que era quente, mas não é, é horrível! Pessoas são torturadas, têm seus corações arrancados, mas continuam vivos. É uma espécie de "morte eterna"...

Eu: Tá bem, perdeu a graça. Pare com isso ou irei chamar a polícia!

Ele: Filho, me ajude. Diga para alguém que estou aqui. Me tirem desse INFERNO!

Eu: Ok. Vou pedir que rastreiem seu número, quero saber quem está fazendo isso.

Na verdade eu não duvidava mais, ele era o único que me chamava de "filho". Até meu pai me chamava de Alex. Meu tio era o único. Eu não podia mais aturar aquilo, levei o número até a polícia. Eles não conseguiram rastrear o sinal. Então eu fui até minha tia, viúva do tio morto, e lhe pedi o celular do meu tio. Ela pegou uma caixa de um armário na cozinha, a caixa estava cheia de coisas do meu tio, inclusive o celular. O celular estava destruído, meu tio foi atropelado, deve ter sido esmagado no acidente. Verifiquei se o chip estava ali, e estava, intacto. De qualquer forma, quando cheguei em casa verifiquei o meu celular, 300 mensagens novas do mesmo número, 50 delas recebidas enquanto estava na casa da minha tia.

As mensagens continuam até hoje, todas pedindo ajuda, falando de um lugar frio e cheio de pessoas sendo torturadas. Ele era uma pessoa ruim, bebia muito e batia na minha tia. Gastava todo seu dinheiro com cigarros e cerveja. Nunca trabalhou e vivia do dinheiro que minha tia conseguia trabalhando num mercado. Fico me perguntando, será que ele falava do inferno? Não sei o que aconteceu com ele depois de morto, mas sei que ele é ruim o suficiente para se recusar a morrer sem nos pertubar.

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