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MAD ANDY

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Andrew era um garoto normal. Diferente de muitas pessoas, nunca passou por nada fora do comum. Nunca fez nada muito grave, e é o tipo de pessoa que é amigo de todo mundo e não arranja confusão. Mas um dia, tudo isso mudou.

Era pra ser só mais um dia normal, como todos os outros, mas tinha algo errado. O ar, a atmosfera ao redor de Andrew estava pesada. Isso não estava certo, Andrew sentia que algo ruim iria acontecer, e aconteceu.

Era uma tarde de sexta, estava no outono. Folhas secas preenchiam a calçada enquanto Andrew caminhava calmamente observando o céu laranja. Ele não estava com pressa nenhuma para chegar em casa. Andrew estava voltando da escola. O caminho da sua escola pra casa não era muito longo, então ele logo chegou em casa.

Assim que chegou na sua rua, o clima mudou imediatamente. O céu ficou escuro, com nuvens carregadas, e tudo ficou tenso. Novamente aquela sensação de que algo ruim iria acontecer.

Quando chegou na porta de sua casa, Andrew ficou com medo de abrir a porta. Ele colocou a mão na maçaneta lentamente, e então, se enchendo de coragem, ele abriu a porta. Ele nunca deveria ter feito isso.

Quando abriu a porta, não havia nada de errado na verdade, pelo menos não por enquanto. A casa de Andrew tinha dois andares. O primeiro tinha apenas uma sala de estar, uma cozinha, um banheiro e uma área de serviço. No segundo andar haviam os quartos de Andrew, da mãe de Andrew, de seu pai e de seu irmão mais velho. O pai havia morrido num acidente de carro há 7 anos atrás, e o irmão fugiu de casa pouco depois desse evento, e nunca mais foi visto. Então só sobrou ele e sua mãe.

Naturalmente, Andrew passou direto pela cozinha e apenas disse um oi para sua mãe, mesmo sem verificar se ela estava lá, e subiu para o seu quarto. Esse tempo todo, ele estava se sentindo observado. Andrew estava usando um tênis preto, um jeans azul e um casaco cinza bem escuro. Apesar de Andrew e sua mãe morarem em Vancouver, no Canadá, sua mãe tinha algum tipo de problema no qual a tornava incapaz de sentir frio, e ver outras pessoas com roupas de frio lhe dava agonia, então todo dia ela pedia para Andrew colocar uma roupa menos quente. Mas nesse dia, isso não aconteceu. Ele ficou esperando ela chegar e falar alguma coisa, mas nada aconteceu.

Já um pouco assustado, Andrew desceu rapidamente as escadas e foi para a cozinha, esperando encontrar sua mãe, mas não havia ninguém lá. Andrew subiu e foi ver se sua mãe estava no quarto dela.

A mãe de Andrew se chamava Heather. O quarto de Heather estava com a porta fechada, por isso Andrew pensou que talvez ela não quisesse ser incomodada, mas o medo foi crescendo, e ele decidiu simplesmente abrir porta. Quando Andrew abriu a porta ele se deparou com a cena que iria mudar sua vida. O corpo de Heather boiando numa poça de seu próprio sangue, enquanto seu rosto estava virado para a porta. Os olhos de Heather estavam vazios. Ele não aguentou aquilo.

Ele dizia pra si mesmo que era apenas um sonho ruim. Mas no fundo ele sabia que não era verdade. Ele não sabia o que fazer. Ele chorava? Gritava? Ligava para a polícia? Ele nem mesmo poderia se sustentar. Andrew tinha apenas 17 anos. O que ele iria fazer? Só de pensar que ele nunca mais ouviria a voz de sua mãe. Mesmo que fosse apenas ela pedindo pra ele lavar a louça, ou pra ele descer pra almoçar. Ele daria qualquer coisa pra poder pelo menos brigar com ela mais uma vez. Ele não conseguia suportar aquela dor. Até que, do nada todos os sentimentos sumiram, uma grande força apareceu nos seus punhos e ele se sentiu confortável, como se algo estivesse abraçando ele. Mas ele podia sentir que não era sua mãe. De qualquer forma, ele sabia o que ele deveria fazer naquele momento: ligar para a polícia.

Alguns minutos depois surgiu uma viatura na frente da casa de Andrew. Haviam ali dois policiais e um detetive. Andrew os chamou para entrar e prosseguiu até o quarto de sua mãe. Apesar de que ele estava um pouco mais calmo, ele ainda estava um pouco desesperado, e sentia muita dor pela perda de sua mãe. Imediatamente o detetive começou a analisar a cena do crime. Os policiais disseram que teriam que interditar a casa de Andrew. Felizmente, Andrew tinha um tio que morava não tão longe dali.

Os dias se passaram, e Andrew foi morar com seu tio. Andrew tentava não pensar sobre sua mãe. E seu tio também estava bem abalado pela morte de sua irmã, mas ele fazia o melhor para cuidar de Andrew.

Enquanto isso, na delegacia os policiais e detetives discutiam a respeito do caso da morte de Heather.

— Não há nenhuma pista além do corpo! Sem digitais, sem marcas de sapatos, nada! Como podemos trabalhar assim? — Disse um dos detetives.

— Deve haver alguma coisa lá. Vocês vasculharam a casa inteira? — Respondeu outro.

— E se tiver sido suicídio? A moça já tinha perdido o marido e um filho!

— Até poderia ser, mas não havia armas no local e a vítima foi totalmente mutilada.

— É mesmo... Olha, vamos dar mais uma checada. Se não encontrarmos nada, seremos obrigados a fechar o caso.

A conversa é interrompida por um detetive que entra na sala naquele momento. Ele estava segurando uma pasta. Na pasta haviam vários documentos sobre casos de assassinatos.

O detetive joga a pasta na mesa em que os outros profissionais estavam conversando.

— O que é isso?

— Vocês acham que essa é a primeira vez que isso acontece? Deem uma olhada nesses arquivos.

O detetive dá uma pausa para os outros analisarem os documentos, e então prossegue:

— Todos esses casos apresentam as mesmas características. Alguém é mutilado até a morte e não há nenhuma pista de quem seja o culpado. Vocês podem ir dar mais uma olhada se vocês quiserem, mas eu não esperaria encontrar nada.

— Você tem razão. Esse caso é muito difícil. Eu realmente não gosto de fazer isso, mas eu acho que vamos ter que fechar o caso assim mesmo.

— Então está decidido, vamos ter que abandonar este caso.

— Espera! — Gritou um detetive.

— E o filho da vítima? Andrew Lewis?

— O que tem ele?

— O garoto deve saber de alguma coisa, nós precisamos falar com ele agora!

— Talvez o menino possa ajudar. Vamos achá-lo.

Numa escola perto dali, Andrew estava tendo aula de física. Andrew estava totalmente desligado. Ele só pensava na sua mãe. Até que Andrew olhou para a janela. Do lado de fora da escola, no meio da floresta, Andrew conseguia ver alguém. Um homem alto usando um terno.

Aquilo não era humano, Andrew podia sentir. Ele tentava enxergar um rosto, mas aquela coisa não tinha rosto.

Alguma coisa surgiu na mente do garoto. A morte da sua mãe de alguma forma tinha a ver com essa criatura. Mas Andrew não se preocupava muito com esse sentimento, e sim com sua sanidade. Aquilo não podia estar ali. Aquilo não podia existir. Não faz sentido. Ele não estava louco e sabia disso. Os pensamentos de Andrew foram interrompidos pela diretora da escola, que o chamou.

Andrew seguiu a diretora, e ela o mostrou dois detetives que queriam falar com ele. Andrew se apressou para falar com os profissionais.

— Andrew, nós não conseguimos encontrar uma única pista que pudesse nos ajudar a encontrar o culpado pelo assassinato da sua mãe. — Disse um dos detetives.

Andrew se lembrou na hora do homem alto, mas se ele falasse qualquer coisa sobre isso eles iriam achar que ele é louco. Mas mesmo que ele tentasse, ele não conseguiu segurar e acabou falando meio que involuntariamente:

— E-eu sei q-quem é o culpado... — Ele falou baixinho.

— O quê? Quem é então?!

— O ho-homem a-alto... — O menino gaguejava.

— Homem alto? Olha, nos diga a verdade. Nós estamos quase desistindo desse caso e precisamos de pistas.

— Eu não posso ajudar. Eu...

Andrew ia continuar a frase, mas ele não conseguia pensar em nada. Ele nem mesmo conseguia se lembrar de algo. Ele não se lembrava nem mesmo, onde, ou como era sua antiga casa. Suas memórias ficaram confusas. Antes que ele percebesse, os detetives já tinham ido embora, e sua aula já tinha terminado.

Nos dias seguintes ele estava realmente muito mal. Ele dizia ver vultos e um homem alto o observando enquanto ele dormia. Ele tentava esconder isso, mas havia uma pessoa na qual ele contava tudo: Seu melhor amigo, Josh. Josh era como Andrew antes da morte de sua mãe: calmo, amigável e tranquilo. Infelizmente, Josh estava andando com pessoas más e fazendo coisas erradas, seguindo um mal caminho, e Andrew não sabia mais se podia confiar nele como antes, mas continuou contando as coisas.

Os dias passaram, até que um dia Andrew chegou na escola e todos estavam olhando e rindo dele. Andrew foi perguntar para um amigo o que estava acontecendo. E seu amigo disse que se espalhou um boato de que ele estava louco e dizendo que via fantasmas.

Rapidamente, o boato se espalhou tanto que começaram a chamar Andrew de “Mad Andy” (Andy maluco). Andrew já não sabia mais o que fazer. Então decidiu simplesmente aceitar. Aceitar que ia ficar, ou já estava ficando louco. Ele já não era mais o mesmo. Ele tinha que aceitar isso. Mas devido a isso, Andrew entrou em depressão. Ele dizia que o único que o confortava era o “homem alto”. O homem alto era o único que o entendia. Em uma noite aconteceu uma coisa estranha.

Novamente Andrew viu o homem alto, mas dessa vez disse algo. Algo muito estranho. “Mate todos”. Ele não podia fazer isso. Ele não ia matar ninguém. Mas a loucura foi invadindo sua cabeça. Ele lembrou das pessoas rindo do sofrimento dele. Ele se lembrou do apelido. Ele foi dominado pela raiva. Já era tarde demais.

Ele acordou no dia seguinte sem se lembrar de nada. Ele só ouvia gritos ecoando na cabeça dele, e o homem alto repetindo: “mate todos”. Até o momento ele achava que não tinha feito nada de errado. Mas logo que desceu pra tomar café da manhã com seu tio, ele viu na televisão: “18 estudantes foram assassinados na noite de ontem”. Ele matou 18 pessoas. Ele não podia acreditar no que estava vendo. O clima ficou escuro. O céu fechou. Os cães da vizinhança começaram a latir. O tio de Andrew foi ver o que estava acontecendo. Rapidamente, Andrew correu para a floresta atrás da casa. Ele precisava ver o homem alto. Ele não aguentava mais aquilo. A partir dali ele percebeu que o homem alto era um espírito maligno que só desejava sangue.

Enquanto corria no meio da floresta, Andrew viu algo em seu pulso. Era um símbolo. Um círculo com um “X”. Ele estava marcado. Para sempre. Neste momento, Andrew olhou pra trás e viu o homem alto. Dos dois lados dele, haviam várias pessoas usando máscaras. Ele não estava entendendo nada. Ele era um deles? Ele iria ser controlado por aquela coisa. Enquanto observava aquela cena incrédulo, ele reconheceu uma das pessoas com máscara. Era o seu irmão mais velho. Por anos ele tinha pensado que seu irmão havia morrido, mas ele estava ali. Naquela hora, Andrew se sentiu confortável.

Surgiram tentáculos das costas do homem alto que o abraçaram. Mas ele não podia aceitar aquilo. Ele correu, voltou para a sua casa. Seu tio havia sumido. Estava tudo cinza. Ele olhou para fora da casa e viu o homem alto e seus seguidores. Andrew olhou para o símbolo no seu pulso e se perguntou: “Eu tenho escolha?”. Nesse momento, Josh apareceu bêbado na casa de Andrew. Ele olhou para o homem alto mais uma vez, depois olhou para Josh. Andrew pegou uma faca, e depois tudo ficou escuro.

Na manhã seguinte, surgiu a notícia nos jornais “mais um estudante foi encontrado morto, e há um estudante desaparecido”.

Creepypasta “Mad Andy” Escrito por: Edgar Bergmann

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