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Alice White, 16 anos. Uma garota de uma pequena cidade no Oregon. Tinha cabelos bicolores (roxo e preto) longos encaracolados presos em marias-chiquinhas ,olhos verdes puxados parecendo oriental, pele bem branca como se nunca tivesse pegado sol, era baixa e tinha um sorriso doce , todos diziam que ela sempre se pareceu com uma boneca.

Quando criança, era tímida e quieta, não teve muitos amigos. Geralmente era pega falando com seu "amigo imaginário" denominado "papai". Perdeu a mãe em um acidente de metrô e nunca conhecera seu pai. Então foi morar com sua tia e seu tio junto de seu irmão.

Um dia normal, estava voltando da escola quando encontrou Troy, um gordo valentão, Andy, um anoréxico fumante e sua irmã Marina A puta mal comida.

- O-Oque você quer Troy?- Disse Alice com medo.

-Não se faça de burra! Quero a grana!- a empurrou de leve.

-N-Não tenho.- Alice tenta correr mas Marina a segura pelo braço.

- Dessa vez não Garotinha- Diz Marina prendendo Alice na parede e deu uma joelhada nela.

-Aaaaaah! Me deixem por favor!- Alice grita em desespero.

-Sabia que isso é inútil?- Diz Andy num tom bobo pegando o cigarro que havia em sua boca e colocando-o no ombro de Alice a fazendo gritar mais alto.

Alice estava com as pernas tremendo quase caindo. Quando Marina a soltou, ao invés de cair chutou a canela de Marina que caiu, Troy iria dar um soco nela mas desviou e deu um joelhada em sua parte íntima. Marina havia ido pra cima, Alice a jogou na parede, ela bateu a cabeça e desmaiou. Andy derrubou Alice no chão, ele a estava enforcando, Alice pegou uma pedra qualquer na calçada e acertou seu nariz, Andy caiu pro lado gritando vários palavrões. Ela quebrou seu nariz, assustada conseguiu apenas sair dali correndo.

Quando chegou em casa, seu irmão estava em seu quarto, sua tia na cozinha, e o porco do seu tio na sala assistindo TV. Alice passou direto pra seu quarto ignorando o "Oi querida!" de sua tia. Fechou a porta do quarto, e sentou em sua cama pensando nas consequências do que fez e como havia se sentido bem por ter machucado aqueles delinquentes. Seu irmão bateu na porta logo a abrindo com uma cara preocupada.

-Hey, Você tá bem?- Sentou-se na cama.

-A-Ah, Tô...com fome...- Seu irmão riu com a resposta e beliscou sua bochecha - E-Ei!

-Meninos! Venham jantar!!!- Sua tia os chamou da cozinha.

-Bem na hora, vamos.

Foram para a mesa, Seu tio como sempre estava reclamando que queria isso e não aquilo. Os irmãos se entreolharam com cara de tédio, sua tia apenas sorria e ouvia as reclamações ou até xingamentos.

Alice mal comeu direito, retirou-se da mesa. Enquanto lavava seu prato sua tia veio conversar com ela.

- Alice?- Disse.

- Sim?- Olhava para a pia.

- Está tudo bem? Você está meio quieta, aconteceu algo na escola?- Estava preocupada.

-Não, eu só estou cansada mesmo...- guardou o prato e subiu as escadas dizendo "vou dormir, boa noite"

Eram por volta de 3:20 da manhã, Alice não tinha dormido, resolveu ficar no computador. Pesquisou várias coisas sobre prazer em machucar ou psicopatas. Chegou a conclusão de que sempre começava com algo bobo e sempre terminava em algo Horrível. Estava com medo de que pudesse ser algo mais.

Do nada ela ouve um som agudo e alto.

Ela tapou os ouvidos na intenção de diminuir o "volume do som", porém o som estava vindo de dentro de sua cabeça. Levantou bruscamente, a cadeira caiu no chão mas não fez barulho algum, Alice sentia frio e ficou com uma tremedeira nas pernas. Ela olhou para os lados, ela tentou gritar, mas nada saia de sua boca.

Ela sentiu uma presença no local, olhou o canto do quarto.

Estava lá. Uma coisa alta de terno, branca como a tinta...sem rosto. Alice arregalou os olhos e caiu de joelhos, já não tentava mais conter o som agudo que agora fazia sons de estática. Sentiu uma grande dor no peito, seu ar escapava sem poder voltar e então ela desmaiou.

Acordou no dia seguinte no hospital, em uma cama branca. "Oque aconteceu?" Ela pensou. Uma enfermeira entrou, e disse que estava tudo bem e que sua família estavam na sala de espera, ela saiu e voltou um tempo depois com seus tios e seu irmão.

- Alice está tudo bem??? Dói algo??- Sua tia pergunta se derramando em lágrimas de alívio.

- Estou bem...o que...oque aconteceu?-perguntou, Não se lembra de muita coisa.

- Você...Eu acordei com você gritando, quando cheguei no seu quarto você estava sufocando. E estava muito fria, pensei que estivesse morrendo - Seu irmão contou com os olhos marejados, seu tio apenas observava com um olhar indiferente.

Alguns dias passaram, para os outros tinham sido normais mas para Alice tinham sido um tanto torturantes...

De vez em quando ouvia sussurros dizendo coisas estranhas ou sentia ser observada quando ia pra casa.

Tanto que não dormia muito o que resultou em olheiras enormes, ela tinha crises de tosse constantemente, seus colegas achavam que ela tinha ficado louca pois falava sozinha.

Por volta das 20:10 ela saiu para caminhar antes do jantar, dessa vez decidiu ignorar a sensação de estar sendo observada. Ficou no balanço do parque cercado de árvores secas, era silencioso, uma vez ou outra passava uma brisa levando algumas folhas caídas no chão.

"Estamos esperando." Ouviu um sussurro. Ignorou já tinha se acostumado com esses sussurros...sempre dizendo as mesmas coisas. -Nós vemos você.- não soou como sussurro e sim como uma fala normal.

Ela se levantou do balanço que estava sentada e olhou assustada para os lados procurando alguém. "Chega de rua por hoje" pensou.

Na rua de sua casa, Troy, Andy e Marina a atacaram de surpresa e a puxaram para um beco. Eles bateram nela, dando chutes tanto na barriga quanto na cabeça deixando-a meio zonza. Porém eles foram longe demais.

Marina tinha trago uma tesoura pontuda e com ela perfurou as bochechas de Alice fazendo cortes além de apunhala-la na barriga umas 5 vezes enquanto os garotos a seguravam, ela tossia sangue e via tudo embaçado. Mal percebeu que já tinham ido embora, ouviu passos e então tudo ficou escuro.

- Alice?! ALICE!- Seu irmão gritou desesperado. - Meu deus! Puta merda! TIA! TIA!- gritou chamando-a. Ele tinha ido buscar sua irmã que demorava a chegar e ouviu gemidos do beco e a encontrou ensanguentada.

Levaram-na ao hospital onde passou a noite e manhã inteira fechando seus cortes na barriga e na bochecha.

Algumas semanas após receber alta e as vozes pararam. Simplesmente acordou e não tinha nenhuma voz dizendo para matar alguém. Ela se sentiu feliz, talvez sua loucura tivesse parado. Mas estava erradíssima.

Naquela noite houve mais uma das discussões diárias de seus tios, ela tentou ignorar isso, queria estar com seu irmão mas ele fora viajar para a casa de um amigo. Estava trancada no quarto, debaixo das cobertas grossas, porém ainda sentia frio, sentiu sua barriga roncar, "comida" ela pensou.

Sentou em sua cama e ficou olhando o nada por um tempo. Colocou seu pé no chão e ouviu um grito da cozinha -Bob! Pare!!BOB!- Alice encarou um pouco a porta assustada, andou até ela quase caindo e abriu tentando fazer o mínimo de barulho. Olhou o corredor vazio e andou até a porta da cozinha e espiou.

Seu tio estava com as mãos no rosto ajoelhado no chão...e sua tia tinha um corte na barriga enorme na qual vazava uma grande quantidade de sangue mas ela ainda estava viva, ofegante e tentando conter o vazamento do sangue, mas viva.

Alice, sem perceber, apareceu na porta da cozinha seu tio a olhou com uma cara fria. Passou por ela como se nada tivesse acontecido. Ela correu até sua tia desesperada.

- Tia t-tá tudo bem! E-eu só preciso do pano- Já derramava inúmeras lágrimas nos rosto ela iria se levantar mas sua tia a segurou pelo braço.

- S-Sinto muit-to...- Deixou algumas lágrimas saírem Alice ficou calada - eu só...queria te dar uma família feliz...- Deu seu doce sorriso de sempre.

A menor estava com o rosto todo molhado por suas lágrimas, soluçava de forma incontrolável.

- Tia...eu te amo- abraçou a maior forte se sujando de sangue.

-Eu também...- retribuiu o abraço e logo depois soltou, batendo forte suas mãos no chão de madeira. Ela se foi.

-Desculpa...- deixou sua tia no chão e fechou os olhos da mesma. -...outra pessoa morrerá hoje.- Seus olhos estavam cheios de ódio.

Ela caminhou até a sala mas não o encontrou, subiu e foi ao seu quarto e ficou um tempinho lá. Ouviu passos lá de baixo.

Andou até lá calmamente, com uma tesoura afiada. Fitou aquele homem gordo de regata e bermuda que bebia água como se não tivesse acontecido nada. O olhou com desprezo.

-Ha. Aquela velha precisava de um descanso. - Falou o tio.-E então? O que vai fazer, bonequinha?- O deboche reinava aquela boca.

Alice sentiu algo estranho. Um impulso que dizia para avançar naquele homem. Então ela ficou parada. Apenas o encarando com expressão alguma no rosto.

Seu tio se cansou e avançou na sobrinha tentando-lhe dar um soco, tentativa falha. Ela desviou e lhe deu um soco muito forte que o fez cair. Mas era de se esperar já que ela conseguia levantar até um sofá.

Chegou perto do caído e disse:

-Que tal brincarmos um pouco?- E abriu um sorriso estranhamente longo, seus olhos já estavam sem vida e já estava em cima de seu tio apunhalando suas pernas.

Seu tio gritou alto, Alice ria baixo. Prendeu os braços de seu tio acima de sua cabeça.

- Hey vamos nos livrar dessa pele irritante certo?- Disse e logo cortou as pálpebras do tio que gritou novamente.- Agora sim! Pode ver tudo que vou fazer com você! - Sorriu boba.

Fez cortes profundos nos braços e um coração na testa. Cortou suas orelhas e sua língua, para ela estava fazendo uma verdadeira obra de arte.

- Agora o final espetacular! !!!- Levantou e foi para a garagem.

Seu tio tentou se arrastar, porém algo cortou seu braço direito. Uma serra elétrica.

Alice amava aquela serra por mais que seja estranho. Ela gargalhou alto.

-Seu bobo! Não terminou ainda- pisou em sua perna bem no lugar onde tinha perfurado. Ela cortou seu outro braço, sua perna esquerda e pela metade sua perna direita. O sentou perto da parede onde o fitou sentindo uma vontade louca de rir.

Então ela subiu as escadas e foi até seu quarto e decidiu mudar de roupa. Vestiu uma camisa social vermelha, colete social preto, uma saia vermelha e preto e botas pretas,colocou um batom preto afim de se parecer com uma boneca. "Hahaha agora sim estou bonita" pensou.

Seu tio, que ainda estava vivo, a viu saltitando derramando algo. Era gasolina que tinha pego da garagem, correu por toda a casa derramando aquilo. Ela parou. Seu irmão tinha deixado seu casaco preferido pra ela.

"-Hey presente de aniversário adiantado!- jogou o casaco preto na cara da irmã.

- Você volta logo? - perguntou com o casaco na cara.

-Eu vou não se preocupe! - beijou sua testa - Não come meu cereal boneca! - riram. E então ele fechou a porta deixando a irmã no quarto. Que se pôs a chorar logo depois"

Alice sorriu ao lembrar da cena. Enrolou o casaco na cintura. Ela pegou a tesoura, a colocou por dentro de sua meia 3/4, e a serra elétrica.

Acendeu um fósforo na cozinha e logo começou um incêndio. Saiu pela garagem, lá encontrou uma máscara de gás do seu tio. Achou legal e colocou no rosto.

Ela sentou na grama olhando as chamas possuírem a casa e a fumaça se espalhando no céu.

Sentiu um frio na barriga e um arrepio. Olhou para trás e viu.

Viu a mesma figura que deu começo à sua loucura. Mas ela não sentiu raiva ou medo. Sentiu conforto.

- Demorou. - sorriu. Levantou-se e chegou perto da figura alta. - Vamos papai?

E então ela desapareceu na densa floresta de árvores secas e altas nublada. De mãos dadas à estranha criatura sem rosto.

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