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Diário de Mateus

Dia 03/02/2006

Acabei de chegar na minha nova casa. Eu estou tão empolgado! Eu já vi meu quarto, ele é pequeno em relação ao quarto da minha antiga casa em Lagoa Santa, mas eu tive que me mudar, porque meu pai arrumou um emprego em Belo Horizonte. O meu apartamento é pequeno se comparado com a minha casa, mas somos só eu, minha mãe Clara, e meu pai Fernando. Parece que o antigo morador deixou algumas coisas pra traz, um pinguim de pelúcia, meio detonado, sem um dos olhos, provavelmente de alguma criança boba, nem dei atenção, só joguei ele dentro do armário onde ele estava. Tinha também um livro grande, pesado, com um cadeado, tava escrito na capa "SAIA DAQUI!" com letras marrons escorrendo, nem dei atenção.

Dia 04/02/2006 

Não tem como eu ficar mais feliz! Meu pai acabou deadotar um cachorrinho! Ela é da raça dachshund, um salsichinha, ela deve ter 5 anos eu acho, a gente até escolheu um nome pra ela: Léia, igual a princesa do Star Wars. As minhas aulas começam em dois dias, vai dar em uma segunda-feira.

Dia 06/02/2006

Eu fui pra escola hoje, o pessoal é bem divertido, ainda bem que não tenha aqueles meninos irritantes, típicos de salas de ensino médio, eu odeio aqueles palhaços metidos. Quando eu falei onde eu moro, eles ficaram assustados e me disseram pra eu ter cuidado. Acho que eles estavam brincando comigo, hehehe, típico, em toda sala tem um brincalhão.

Dia 09/02/2006

Desculpa eu ter esquecido, mas eu não achava mais o meu diário, fui achar ele no armário do meu quarto, junto com o pinguim e o livro, fiquei tentado a abri-lo mas não sei arrombar cadeados, o Pedro sabe arrombar portas, eu acho que vou chamar ele pra vir em casa amanhã. Hoje a gente conseguiu guardar tudo que tinha ficado nas caixas.

Dia 10/02/2006

O Pedro aceitou vir aqui em casa hoje! Ele é meu melhor amigo da escola, ele é muito estudioso e chamei ele com a desculpa de me ajudar com um trabalho que eu já tinha que fazer... Quando eu contei pra ele do livro, ele recusou ficar mais tempo em casa mais tempo, ele me ensinou a abrir cadeados enquanto a mãe dele não chegava. Deve ter demorado 10 minutos pra mãe dele chegar, enquanto isso ele ficou muito nervoso, mal consegui entender o que ele estava falando. Assim que a mãe dele chegou eu nem perdi tempo, subi correndo as escadas pro meu apartamento e abri o armário, o livro ainda estava lá, na hora que eu o abri, não tinha nada além de uma foto dos moradores antigos, uma foto pra cada um deles.

Dia 11/02/2006

Hoje a tarde, aconteceu um coisa estranha, acho que era 15:30, não me lembro bem, eu ouvi um barulho, era uma das taças da minha mãe, ela tinha quebrado, mas não tinha ninguém na cozinha. A Léia começou a latir e ficou toda arrepiada, eu corri junto com ela pro meu quarto, meus pais foram junto, quando a gente entrou ela começou a latir pra porta do quarto, toda arrepiada, de repente ela começa a acompanhar a cama, como se tivesse alguém entrando no quarto, eu sinto um calafrio, quando eu olho pro lado, vejo meu pai e minha mãe abraçados, tremendo, a Léia começa a latir fixamente em uma direção, olhando pra cima, de repente ela avança e morde o ar. Eu paro de tremer, meus pais voltam ao normal, e a Léia começa a abanar o rabo. Todos fomos dormir juntos hoje. Eu acho que não era nada, afinal, ela já tinha feito isso antes, e o calafrio pode ser explicado pela psicologia, mas eu achei bom anotar no diário,

Dia 12/02/2006

Eu abri o livro e vi que tinha uma pagina a mais, com fotos da minha família, e do Pedro, não sei o que está acontecendo, mas eu estou muito assustado, meus pais chamaram um padre pra ir em casa, mas como eu não acredito nisso, acho que não vai dar certo.

Faz algumas horas desde a ultima anotação, na realidade, já deve ter passado de meia noite, eu vi uma luz branca no céu, passando perto da montanha na frente da minha casa, eu moro no bairro Buritis, tem uma montanha próxima a minha casa, só olhar pela janela e eu vejo ela. Continuando, eu achei que a luz era a lua, até ela descer, fazer um leve zigue-zague e correr pra longe da minha vista, depois disso, acho que eu vi dois olhos vermelhos, pequenos, como de um gato, em cima do muro que fica atras do prédio, não estou conseguindo dormir, afinal, não é sempre que se vê um OVNI.

Dia 14/02/2006

O Pedro não foi pra aula ontem, a mãe dele disse que ele estava com febre alta, e dor de cabeça.

Hoje eu decidi mostrar o livro pros meus pais, eles falaram que se soubessem disso não teriam se mudado, e que agora não havia mais volta, a voz do meu pai muda e ele fala: Vocês nunca deveriam ter pisado nesse apartamento, agora vocês não vão escapar.

Eu e minha mãe começamos a correr, a Léia veio atras, meu pai correndo com uma faca atras da gente. nós pegamos um táxi que estava parado perto de casa. Agora estamos no aeroporto, nós vamos pra São Paulo, minha mãe tem amigos lá, acho que já estamos a salvo.

Dia 15/02/2006

Acabei de receber a notícia que o Pedro matou toda a família a facadas enquanto eles dormiam e depois se matou. Minha mãe começou a ficar pálida de repente, os amigos dela estão cantando umas musicas estranhas, eu acho que eu vou correr.

Eu fugi, eu não acredito, minha mãe matou a Laís a menos de 10 minutos! Eu vou morrer! Eu não quero morrer, esta no meio da noite, não sei que horas são. Melhor eu ficar quieto, está vindo alguém, essa não, é meu pai, e do outro lado da rua é a minha mãe! Eu não sei se eu fujo ou se eu me escondo, eu acho que v <<a escrita acaba aqui>>

Dia 23/02/2006 - publicado em um jornal local

A polícia não encontrou nada além de um livro grande, escrito "NÃO ABRA" na capa e um diário. Não há nenhuma evidencia de um assassinato, mas o menino Mateus e seus pais ainda estão desaparecidos. Na casa de Laís não foi encontrada nenhuma pista relacionada ao caso, além do cadáver dela em cima da cama.

Nota do autor: Essa creepypasta é baseada em eventos reais, não abra o livro se você não quiser terminar como meu amigo Mateus.

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