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Chloe diva
A muito tempo eu não encontrava a felicidade, nunca encontrei. Todo dia caia morte nos meus olhos e um sorriso falso em meu rosto, deixando-me cada vez mais inocente para todos que me olhassem, esse olhares me transformavam numa boneca para brincadeirinhas. 

Eu me chamo Chloe, sou uma garotinha de 12 anos, estou a beira de fazer 13, sou "amiga" de garotos daqui da rua. Minha família? Um assunto difícil de comentar. Minha mãe tinha depressão, transtorno de bipolaridade, meu pai era louco, a cada minuto de sua vida sentava-se na janela e fumava, bebia, e todas as noites pelo lado de fora do meu quarto, ele brigava com minha mamãe.

Não podia sair por conta própria, pois sempre fui pequena e sozinha demais para isso, mas de vez em quando, em brigas inesquecíveis de mamãe e papai, eu saía de casa para andar, apenas voltas na calçada. E os meus "amigos"? Entre aspas, pois pra eles, sou apenas uma boneca, uma boneca de agressões, boneca de zoação. Todo santo dia quando saia, eles me barravam antes de eu poder sair de fininho, me zoavam com palavras que não machucavam no rosto, nem no corpo, e sim no coração, que eu já não tenho. Não precisavam de palavras pra me agredir fisicamente, usavam o meio mais fácil, o senhor punho, e o senhor chute, o que e deixava mais triste.

Quando eu saía com minha mamãe, ela sempre encontrava uma amiguinha, elas conversavam, e essas amiguinhas sempre me olhavam com olhares de " Que boa garota,ainda tem mais para sofrer. ". Todo dia era a mesma coisa,até uma certa noite,escuro,com neblinas,vozes,eu me levantei, e disse "Mamãe? Papai? " Eu não escutava suas brigas ou vozes,apenas a neblina e a escuridão.

Eu não parecia estar em casa, parecia estar num pequeno hotel, ou mini apartamento, ou apenas uma rua velha com paredes velhas em volta de mim... E foi aí que me toquei que estava passo a passo para morte, apenas andava para frente com a esperança de encontrar mais escuridão, pra finalmente cair no buraco do medo, e morrer la dentro... Invés disso, eu olhei em volta, não via nada, apenas uma rua estreita, escura, no meio do nada, com casas velhas, poeira, insetos, o que não me incomodava, o que me incomodava era " Por que estou aqui? " essa pergunta,eu não dizia na cabeça,eu gritava pela resposta. " AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH " Esse grito, não foi longe, foi dentro do meu ouvido, eu me assustei e corri para uma pequena floresta perto, ao correr consegui sentir algo me puxando pelos meus pés, a neblina saiu, deixando apenas o escuro, tudo preto, sem nem luz da lua cheia. Fui arrastada gritando mais alto que podia até uma casa, a força, por algo que não podia ver, nem sentir, apenas era puxada. Ao entrar no hotel não sentia mais nada a me puxar, estava caída no chão olhando em volta com o cabelo bagunçado e meu olhar de medo, " Mamãe? Papai? Amigos?...." "AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH"

Abri meus olhos,eu me sentia estranha, sentia um frio na barriga e um arrepio, não estava sozinha, eu falava isso, até olhar para baixo, vi que estava amarrada numa cama de madeira, com algemas e cadeiras fios para me eletrocutar, eu comecei a gritar alto, muito alto, cada vez mais, até que eu percebi que tinha algo vindo. Ao olhar com minhas pupilas tremendo,suando frio e chorando sem parar. " A morte é um grande passo para você não é? Um passo que quem deveria cometer, era você, para os outros " Fingi não ouvir, mas quando menos esperei, abri os olhos mais uma vez, no mesmo momento, essa pessoa desconhecida que ainda não conseguir ver, enfiou arames nos lados de meus olhos, deixando eles totalmente abertos, ela pareceu abrir meu corpo ou meu rosto, mas sei que ela arrancou veias, veias dos meus olhos, os vasos lacrimais, cegou grande parte da minha pupila, deixando-a vermelha e pequena, meus olhos pareciam irritados, principalmente pela sua cor ser rosa, ela tirou os arames de meus olhos, mas não consegui ver o que estava acontecendo, mas conseguir sentir, ela começou a cortar meus lábios, nos lados, e em linha diagonal cortou meio pro meio, ela pegou costuras velhas de ferro e pregou nesses lados, abriu minha boca,cortando a ponta da minha língua, pregando mais ferrugens, parafusos e vidros nela, eu já não aguentava e resolvi usar a minha força, cuja eu não tinha, a frase dela se repetia no meu ouvido varias vezes " A morte é um grande passo para você não é? Um passo que quem deveria cometer,era você para os outros " meus olhos fechados forçadamente abriram, ensanguentados, meio cegos e rosados, avermelhados, o sangue dos olhos caiam no meu vestido listrado de preto e branco, minha boca estava deformada, eu não conseguia mais fingir meu sorriso. Em menos de segundos,eu gritei dificilmente por causa da língua, fui eletrocutada pelo meu corpo, até que senti as algemas soltando, eu comecei a me levantar e eu caía pros lados jaculando sangue pelo chão todo, o sangue saia do rosto, dos olhos, de tudo, eu comecei a chorar mais sangue " MAMÃE E PAPAI POR QUE VOCÊS NUNCA ME AJUDARAM? NEM MESMO QUANDO ESTOU NA BEIRA DA MORTE " Me joguei no chão, tudo da casinha se iluminou,iluminou muito fraco, e resolvi me levantar, não conseguia achar a pessoa, mas achei o que eu procurava, eu peguei um pano branco e desenhei um belo sorriso e prendi as pontas nas orelhas, e o pano ficou cobrindo a boca, com um sorriso, me olhava no espelho, consegui sentir um romper no meu cérebro, tudo parecia se mover e um som muito alto de barulhos de facas, tambores e muitas coisas ao mesmo tempo,eu cai e fiquei jogada por uma hora inteira...

Cloe the smiler

Eu finalmente acordei, ao me levantar, minhas memorias estavam apagadas, na verdade eu sabia das minhas memorias, só que elas foram guardadas, eu peguei a faca, tudo que foi usado em mim, arranquei algumas ferrugens da minha boca, coloquei o pano de novo, e sai com a faca e as ferrugens usadas nas minhas mãos, que se escondiam nas minhas costas. Em plena meia noite, minha loucura já parecia doença, eu sentia um romper maior em meu cérebro, no meu corpo e muito mais, eu cheguei em casa, invadi o quarto dos meus pais, e igual ao o que aquela pessoa fez comigo,com eles eu fiz, " Papai e mamãe,vocês estão sorrindo! " Eu falava isso felizmente com o pano do sorriso na boca, depois disso, minha vontade forte de matar ficava cada vez mais alta, matei, mas antes de tudo torturei, com todos os meus " amiguinhos ", colegas, e pessoas que eu encontrava,que mereciam o mesmo destino deles.

Agora, já passaram dois aninhos, estou com 14 na beira de fazer 15, eu não vivo a minha antiga história de sofrimento, e sim, eu mato pessoas, e sou procurada pelos policiais, mas a cidadezinha que parei naquela vez, era desconhecida, e la era meu lar antes de sair para matar, e mesmo assim, até hoje me pergunto uma coisa, apenas uma.

" Quem era aquela pessoa? "

Chloe the smiller

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