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Canela

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Bloqueada. Essa é a palavra que me vem à mente nesse momento, não entendo porque,  me sentia tão inspirada hoje cedo, que até decidi dar continuidade ao livro que estava escrevendo. Essa sou eu Daynne Azevedo, carinhosamente chamada de Dayanne pelos amigos( e com certeza também não faço questão que saibam que meu nome é um erro de digitação), beirando meus 23 anos, sou escritora, já publiquei meu primeiro livro , e estou trabalhando duro para que o segundo fique pronto logo, por isso, cá estou escrevendo, ou melhor não escrevendo, estou bloqueada, extremamente bloqueada, gostaria de conversar com alguém para descontrair, mas estou só em casa, aproveitando que todos saíram para escrever, mas lá estava eu, bloqueada que precisava colocar isso no papel. Meu olhar corre perdido pelo quarto, e começo a sentir um cheiro que lembra minha infância. É um cheiro fora do padrão, lembra Canela, e aguça mais minha memória, é madrugada, estou com sono, preciso de uma massagem relaxante, e me recordo de uma que ganhei não faz muito tempo. O sono pesa em meus olhos, queria estar mais desperta, perco meu olhar na minha porta de vidro mas nada atrái, até mesmo a luz da cozinha está apagada sinto desejo de ligar pro Breno, pois ele sempre soube como me deixar elétrica com as lezeiras dele, mas ele deve estar jogando, e eu sei que consigo ficar acordada sozinha, só preciso fechar um pouco o computador e descansar meus olhos no escuro.

O cheiro de canela ficava cada vez mais forte, meus olhos pesaram e eu os deixei se fecharem e descansar um pouco, a memória veio suave em minha mente, lembrei de uma Daynne de 5 anos de idade, com uma blusinha rosa e de calcinha, estava brincando  com minha boneca predileta, mafalda, adorava ficar com ela.

Já era noite, e minha mãe já tinha me colocado na cama, só que não queria dormir, não aquela noite, queria ficar brincando com mafalda até tarde. Para minha mãe não me brigar, eu não ousava ligar a luz. fiquei no escuro conversando com a Mafalda, era tão chato, queria que minha irmã fosse mais nova e gostasse de brincar comigo.

Thaís me achava tão criança, não gostava das mesmas coisas que eu, e eu também não tinha muitos amigos perto da minha casa. Estava muito triste, queria uma amiga pra abraçar e pra passar a noite aqui em casa comigo. Abracei forte a mafalda e chorei desejando um amigo que fosse de verdade e fosse para sempre, foi quando notei no canto do quarto duas bolas vermelhas flutuantes como se fossem vagalumes, parados há mais ou menos dois metros do chão achei lindo e mágico queria saber o que era. Estiquei meu braço procurando o interruptor de luz, quando finalmente encontrei, e logo apertei, até hoje me arrependo disso. Virei meu olhar pras luzes de novo, mas não eram mais só luzes, era um rosto roxo, liso, como de um anfíbio, e as luzes ficavam no fim de dois buracos grandes, seu nariz eram dois orifícios, e a as boca, era um sorriso gigante, aberto, com dentes de piranha, e tão grande que seus extremos começavam a partir de suas orelhas. Aquilo era alto, e sorria pra mim. Fiquei congelada, o cheiro de canela parecia me hipnotizar e a figura de uns dois metros se abaixou e ficou com o rosto há alguns centimetros do meu, e com uma voz gultural disse “amigo” e me atacou. A coisa me arranhava freneticamente e eu finalmente consegui forças pra começar a gritar, o monstro parou e a porta do meu quarto abriu, minha mãe entrou correndo e perguntou o que tinha acontecido. Eu estava toda arranhada com sangue espalhado e chorando, e minha mãe não entendia o que tinha acontecido. Me lembro de nunca mais dormir naquele quarto, nos mudamos uma semana depois. Aquela era uma memória antiga, tenho certeza que são coisas que crianças imaginam.

 Abri meus olhos novamente, e os percorri pelo quarto. O cheiro de canela era delicioso e relaxante, olhei de vislumbre para a porta de vidro, onde se podia ver através a sala escura, e duas esferas brilhantes flutuando em uma altura razoável. Ouço o rangido da maçaneta girar e cair, e penso que devia ter consertado aquela maçaneta antes, vejo as luzes entrando no quarto, tenho vontade de gritar, mas estou tão relaxada com o cheiro de canela que desisto logo depois, e dessa vez não há ninguém pra me ouvir, se eu pudesse continuar escrevendo, essa história daria um ótimo livro, é uma pena que não terei essa oportunidade. As luzes estão a beira da minha cama agora, e me sinto extremamente relaxada, fecho os olhos e sinto sua respiração no meu rosto, Sinto uma coisa fria no meu braço, mas estou tão relaxado que mal consigo sentir o toque, um sono forte me encontra, acho que estou adormecendo.

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Bruno Lima.      

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