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Esconde-Esconde (CREEPYPASTA)


Uma pequena família se mudou para uma casa próxima à minha, na Inglaterra. Não era de se esperar, pois aquele bairro era um bairro ótimo, silencioso e bem tranquilo. A casa para onde a família foi morar era uma casa onde ninguém viveu por muito tempo, mas por algum motivo, ela estava em perfeito estado, como se alguém tivesse a reformado a pouco tempo. Minha mãe não gosta que eu passe por lá, pois acha que essa casa podia desabar a qualquer momento, ela só permitiu minha passagem por lá quando essa família começou a morar lá, o que eu não entendi muito bem.

Eu estava vendo o caminhão de mudança passar por lá, sem eu perceber, minha mãe estava se aproximando de mim, notei ela rapidamente, me virei e perguntei :"algum problema, mãe?"   Ela sorriu para mim disse :"meu filho, eu percebi que você anda meio solitário ultimamente,o que aconteceu ?"  Eu abaixei minha cabeça e disse:" é que eu ando precisando de um tempo você sabe como é"   Ela disse que eu poderia fazer uma amizade com o menino novo e eu disse :" mãe , não posso fazer amizade com qualquer estranho."  Ela respondeu :"filho, eu quero é que você faça novas amizades, e não ande vagando por aí solitário, isso é pro seu bem."  Suspirei. Pensei. E concordei. Afinal ela anda muito ocupada desde que meu pai morreu e eu não quero atrapalhá-la, afinal fazer amizade com aquele menino novo, não pode ser o fim do mundo. Eu estava prestes a sair, quando a minha mãe me disse :"leve um bolo, isso pode servir de presente de boas vindas."  Levei o bolo, abri a maçaneta, desci as escadas e comecei a andar.

Mesmo a casa sendo tão próxima, parecia que o caminho estava sendo tão longo. Enquanto eu andava, uma neblina negra contornava meu corpo, e dava pra ouvir sussurros em meus ouvidos, algo parecido com : Vá embora !  Então apenas ignorei, e quando cheguei até a casa vizinha a neblina começava a aumentar mais, a ponto de eu não enxergar mais nada, tentei sentir a porta usando as minhas mãos, quando senti algo com uma textura de madeira, pensei que era a porta e simplesmente bati nela.


Na primeira batida, ninguém atendeu, na segunda batida ninguém atendeu, e quando fui dar a terceira batida, o menino vizinho abriu a porta e perguntou :"olá, a quem procura ?"   Respondi :"na verdade, eu vim dar umas boas vindas à vocês e lhe entregar esse bolo, como presente."  Ele sorriu e disse :" muito obrigado, Thimothy!"  Arregalei os olhos e perguntei a ele :" c-como você sabe o meu nome ?"  Ele continuou a sorrir e disse :" fácil, mas mágicos nunca relevam seus segredos, certo ?"  Acenei com a cabeça e perguntei :" bem, já que estamos tocando no assunto de nomes, porque você não me fala o seu nome ?"  O menino riu, e apenas disse :" eu tenho vários nomes." Arregalei os olhos mais ainda, comecei a ficar assustado e perguntei :"d-do que você está falando ?"  O menino pareceu me ignorar e continuou a falar :" nomes dependem da pessoa, de como ela age, de como outras pessoas a descrevem, de como essa pessoa se descreve e principalmente, como ela age na escuridão e na tristeza. "  Tudo estava ficando muito assustador, e o clima foi cortado quando o menino abriu um sorriso, digamos que "mais normal" e me convidou para entrar em sua casa, ele se ofereceu para carregar o bolo, e mandou eu entrar, com um tom de voz mais tranquilo. Apenas pensei que isso era coisa da minha mente, já que a neblina estava tão forte que eu quase não pensava em mais nada, apenas no fato do menino ser um pouco assustador.

Entrei em sua casa, que estava escura, mas não liguei, pois a energia do nosso bairro estava fraca mesmo. Ele colocou o bolo na mesa, e então perguntei:" não vai comer ?"então ele respondeu que ele não sentia o sentimento chamado "fome", estranhei, porém não perguntei nada, para caso ele responder uma coisa assustadora de novo, ficamos calados por algum tempo, e para cortar aquele clima eu perguntei a ele:"onde estão seus pais ?" ele abriu um sorriso macabro novamente e antes dele responder eu já sabia que ele ia responder uma coisa assustadora, mas ele apenas respondeu:" estão trabalhando". Comecei a imaginar que tipo de trabalho os pais daquele menino teriam, o silêncio havia voltado e como estava um tédio o menino me perguntou se eu queria brincar de esconde-esconde com ele e apenas respondi que sim, pois como havia dito, estava um tédio.

De repente a casa ficou completamente escura, e apenas vi dois pontos brilhantes que seriam os olhos daquele menino. O menino me disse com uma voz assustadora:" vou lhe passar as regras" eu estava muito assustado e como não o respondi ele apenas continuou:"então vamos brincar de um tipo de esconde-esconde diferente, eu irei contar até 10 e você deverá se esconder em qualquer lugar e cômodo dessa casa, e se eu te achar digamos que esse será o último lugar que você verá em sua vida e para vencer o jogo, você terá que achar a saída e sair daqui VIVO". Eu estava com muito medo, minhas mãos estavam frias e parecia que eu ia morrer de qualquer forma. Então o menino me deu uma vela e começaram a contar eu estava completamente desesperado, minhas pupilas começaram a se contrair muito rápido, eu estava completamente imóvel, então o menino percebeu que eu não estava me movendo e perguntou:" então como vai ser ? Você irá se esconder ou vai morrer de primeira ?" Então eu me levantei, me apoiei nos móveis e procurei um lugar pra me esconder, o menino percebeu minha ação e começou a contar novamente e a cada número que ele falava a voz dele ia ficando cada vez mais grossa e assustadora.

Entrei numa espécie de armário e rezei para que sobrevivesse, lágrimas começaram a escorrer sobre meu rosto, eu estava em pânico, preocupado, assustado e com frio. Quando o menino terminou de contar, meu coração começou a bater muito rápido. O menino então perguntou: " onde está você, seu merda?!" A voz dele começou a ficar mais baixa, então quer dizer que ele estava mais longe, de repente eu ouvi um barulho muito alto e depois desse barulho, começou a sair uma espécie de líquido pelas bordas do armário, e esse líquido era tão familiar, depois percebi que era sangue, me assustei, deu um pulo e cai do armário, o menino me viu e venho correndo em minha direção, mas ele estava diferente agora, ele possuía chifres, olhos negros, sangue em suas mãos, sua pele estava mais escura e ele estava segurando um facão coberto de sangue, quando o percebi, sai correndo a procura da saída e encontrei uma porta, porém essa porta não era a saída e sim uma armadilha, esse porta dava direto pra parede, ele viu que eu estava encurralado e puxou minha perna, eu não sabia o que fazer, eu não conseguia sair e além disso ele estava puxando meu cabelo também, tudo o que pude fazer foi pegar a vela que estava segurando e jogar na cara dele, isso me deu um tempo para fugir, mas ele acabou machucando minha perna com seu facão, eu cai no chão e ele estava vindo em minha direção novamente, então tentei me levantar eu corri até a saída, mas ele me alcançou e me jogou contra a parede e me disse:" seus dias de vida acabaram, sua criança de merda." Ele pegou seu facão e tentou jogar na minha cara, mas mexi minha cabeça de ele errou, chutei sua barriga e corri em direção a uma janela e pulei dali, os cacos de vidro machucaram meu corpo e minha cara e pra piorar arrastei minha pele machucada na grama, o que resultou em grandes arranhões.

Me levantei, vi a porta daquela casa se abrir e vi o menino fazendo um sinal de "tchau", olhei pra minha pele machucada e vi um recado que estava assim:" VOCÊ GANHOU, PRONTO PRA SEGUNDA RODADA, TIM ?" me levantei e sai correndo, mesmo machucado, e voltei pra casa. Minha mãe estava muito brava e preocupada e ela me perguntou:" onde você estava, Thimothy?" nem deu tempo pra eu responder, ela arregalou os olhos e perguntou:" o que são todos esses esses arranhões e machucados, Tim?!" E eu respondi:" eu e o menino novo estávamos jogando futebol" eu respondi isso, porque se eu respondesse o que aconteceu de verdade, minha mãe nunca iria acreditar.

Desde aquele dia eu nunca mais passei nem olhei pra aquela casa, mas sempre que eu olho vejo aquele menino sorrindo para mim de um jeito insano, nunca brinquei mais de esconde-esconde com ninguém, e nunca falei pra ninguém do que aconteceu, só para você...

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