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Os dias passaram rápido em Curitiba. Com a chegada das férias de Julho, Paula não tirava os olhos do relógio. Aquele tic tac incessante apenas a deixava mais ansiosa para deixar a classe e ir pra casa. Enquanto isso, bem longe da escola, Henrique fazia mais uma vítima no seu galpão no meio do nada.

_ Você é bem sem graça, comparando com as outras prostitutas, sabia?

Disse Henrique, num tom cínico e quase rindo. A mulher, após dias de tortura e mutilação, já não conseguia se mover, mal conseguia falar. Seu rosto, antes cheio de maquiagem barata e sorrisos falsos, agora cheio de cortes, pálido e melancólico. Seus olhos eram a mais pura e perfeita expressão de medo, angústia e desespero. Sua voz quase não pode ser ouvida quando ela perguntou:

_ Por quê?

Henrique não disse nada, apenas riu baixo enquanto deslizava a fina lâmina do bisturi no pescoço dela. O sangue desceu pelo corpo nu da mulher, que não protestou ou hesitou ao sucumbir ao doce beijo da morte. Não restou muito além das cinzas dela quando o corpo foi arremessado dentro da velha fornalha que ficava no canto do galpão. Henrique retirou a longa camada de plástico manchada de sangue e queimou-a também, dando uma aparência mais limpa ao seu “playground”. Após finalizar o serviço, percebeu que teria de encontrar um novo brinquedo. Não precisou procurar muito, a resposta estava no seu smartphone, no Facebook pra ser mais exato.

A primeira coisa que Paula fez quando chegou em casa foi ligar seu computador e entrar no Tumblr. Reblogando posts de gore, fantasmas, ocultismo (mesmo que fossem apenas imagens bobas relacionadas ao Baphomet), creepypastas e outras coisas do gênero, Paula dizia ser bipolar, psicopata, diferente, essas coisas. Seu Facebook e Twitter não eram muito diferente disso, fotos em preto e branco com legendas depressivas e muitas vezes sem sentido. Paula estava conversando com uns amigos quando recebeu um ask anônimo no Tumblr:

“Você é engraçada, diz gostar de tantas coisas que muitos evitam falar sobre. Pergunto-me se você realmente é o que diz ser ou se é apenas mais uma criança atrás de atenção. Você teria coragem de tirar a vida de alguém, sem remorso ou piedade, apenas para o seu prazer?”

Paula achou que era alguém brincando com ela, apesar de ter sentido um leve frio na espinha. Sem demora respondeu:

“Já matei sim, e se vc n ficar esperto eu mato vc tbm <3”

Não recebeu nenhum outro ask estranho depois, apenas amigos alimentando o ego e pessoas atrás de seguidores. Já estava ficando tarde quando lembrou que tinha um encontro de amigos para ir ao cinema num shopping não muito longe dali. Arrumou-se e pegou o ônibus o mais rápido possível, para não perder a sessão.

Henrique não demorou muito para chegar ao seu apartamento, sem fazer cerimônia abriu sua garrafa de Blue Label e serviu-se enquanto ouvia sua música favorita dos Beatles, Helter Skelter. Enquanto observava o entardecer, Paula voltou à sua mente. Não foi tão difícil descobrir se a sua mensagem fora respondida, Paula tinha o hábito de expor tudo o que fazia no seu Facebook. Também não foi difícil saber onde Paula estava, uma simples publicação e Henrique já sabia onde ir. Enquanto pegava o casaco e a chave do carro, Henrique disse animado:

_ Hora de pegar a estrada, então!

O cenário era perfeito, Henrique sabia qual filme, sessão, sala, se pesquisasse um pouco mais saberia até o número da cadeira de Paula. Não demorou muito para o filme acabar e a multidão sair das salas. Encontrá-la foi relativamente fácil, a garota tinha uma voz que se destacava entre as demais, uns até diriam que é irritante. O plano correu como o planejado, o caminho pro ponto de ônibus mais próximo passava por uma via mal iluminada e com pouco movimento, Paula se despediu da sua turma e sumiu entre as esquinas. Não demorou muito para surgir à oportunidade perfeita para Henrique, apenas uma pancada na nuca da garota foi necessária para ela facilitar o trabalho de ser carregada para a caminhonete dele. Outro trabalho poupado foi o de amordaçar e amarrá-la, ela “dormiu” a viagem inteira como um anjo.

Um balde de água fria acordou Paula, ela estava presa a uma cadeira no meio de uma sala cheia de ferramentas, instrumentos cirúrgicos,barras de ferro e outras coisas. Uma coisa que chamou sua atenção foi a fornalha repleta de manchas de sangue seco. O cheiro de urina e sangue era insuportável, não se ouvia nada além dos estalos da fornalha e a luz, apesar de ser uma luz extremamente forte, falhava constantemente. Paula estava tão distraída com o lugar que demorou para notar a presença de Henrique, que usava um macacão branco e uma máscara de cachorro.

_Gostou da máscara? Sempre gostei de pugs_ Disse Henrique segurando um cutelo de açougueiro.

Paula estava histérica, gritando, esperneando, se debatendo. Gritava coisas ininteligíveis, xingamentos, ameaças. Henrique acertou o rosto da garota com o cabo do cutelo.

_Shhh, você fala demais. Eu pouparia minha energia_ Disse Henrique num tom severo.

_Quem é você?_ Perguntou Paula, com os olhos já cheios de lágrimas.

Henrique não respondeu, apenas foi na sua mesa e pegou uma faca extremamente fina, quase uma agulha. Aproximou-se da garota, pegou sua mão e lentamente inseriu a faca debaixo da unha dela. Os urros e gritos da garota ecoavam no galpão enquanto ele afundava a lâmina em seu dedo. Não demorou muito até a unha ser arrancada com uma parte do dedo. Henrique jogou a unha no chão e disse:

_A cada pergunta que você fizer, eu vou arrancar uma unha. Quando acabarem as unhas, vou arrancar os dedos. Não queira passar de 40 perguntas, ou melhor, 39. Alguma pergunta?

Paula estava pálida, tremendo e chorando. Sua cabeça estava lotada de dúvidas, dúvidas caras demais. Ela ainda encarava o dedo mutilado quando Henrique tirou a máscara. Então seu coração disparou e seus olhos arregalaram.

_P-p-professor Henrique?

Um sorriso brotou no rosto do homem enquanto ele arrancava outra unha da garota.

_Whoops, 38!

Após os gritos cessarem, um silêncio mortal tomou a sala, Paula estava chocada com o rosto que acabara de ver arrancando suas unhas. A satisfação no rosto dele ao puxar os pedaços de pele restantes entregava o quanto ele estava se divertindo com isso. Henrique tinha certeza de que iria se divertir bastante com a sua aluna. Seria uma aula bem mais divertida do que aquelas que se viam nas escolas. 

(eu sei que ainda não está pronta, mas é o único jeito de eu não abandonar a creepypasta, aquele abraço do tio ferraz [ Jeffrey Bundy])

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