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Eu olho pra trás e ela me olha. Meu medo aumenta cada vez que olho pra ela.

Eu estou a caminho do hospital, levando esta maldita criança. Como minha irmã trás isso pra este mundo?

Minha irmã tinha dado á luz pra este horror, que ela chama de Melvin, ela sofria pra cuidar dele depois que seu marido morreu. Eu olho pra seus olhos escuros, sua pele pálida e sua aparência anêmica, tudo pra me aterrorizar.

Melvin era meu sobrinho. Ele era estranho. Ele nasceu com esquizofrenia, depressão e uma síndrome que fazia ele não sentir dor, ele podia ser queimado vivo ou ser perfurado por mil espadas mas não sentia um traço de dor física. Na escola ele era antissocial, todos o usavam como um “saco de pancadas humano", pois como disse antes, ele não sentia dor.

Melvin não tem nenhum amigo, vive falando sozinho, dizendo que vem buscar ele ou que era sua hora, blá, blá, blá. Ela não queria fazer nada além de estar deitado, nem comer ele queria, o que fazia ele sofrer anemia. Nenhum médico o curou, nenhum remédio diminuia sua condição mental.

Estou o levando ao hospital pois ele havia ameaçado queimar seu professor vivo e teve várias convulsões. Estou no meu carro o carregando. Porque minha irmã se importa tanto com ele? Ele é um caso perdido.

No hospital, o psiquiatra queria falar com ele. Ele gravou uma conversa que me deu aflição.

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Psiquiatra: Bom Melvin, vamos conversar.

Melvin: Saia. Não quero você aqui.

Psiquiatra: Preciso falar com você, pra te curar.

Melvin: Não há cura.

Psiquiatra: (Anotando) Depressão contínua... Melvin, li seu histórico mental, muito mal. Como você está desde os últimos dias?

Melvin: Seu insolente...

Psiquiatra: Calma, vê como estás? Porque você não melhora? Vê como sua mãe se preocupa com você?

Melvin: Ela não é minha mãe.

Psiquiatra: Ela é sua mãe, ela me disse que você não é adotado. Ela te deu á luz.

Melvin: Não, ela me tirou do meu pai, me tirou do meu mundo. Meu verdadeiro pai está vindo me buscar.

Psiquiatra: (Anotando) Esquizofrênia, acha que uma entidade virá buscá-lo... Melvin, você nasceu da sua mãe que lhe trouxe aqui, seu pai está morto. Nenhuma entidade virá buscá-lo, Melvin.

Melvin: Meu nome não é Melvin. Eu não sou um de vocês. Esta mulher me roubou do meu verdadeiro pai, me tirou do meu mundo.

Psiquiatra: Como é este mundo?

Melvin: É o Limbo. O mundo onde vocês, humanos inúteis, não tem esperança...

Psiquiatra: Porque se considera não-humano?

Melvin: Porque sou um deles. O terror das trevas reinará neste mundo insolente, e servirá ao verdadeiro Deus. Vocês humanos não tem mais esperança. Seu Deus não os ajudará. O verdadeiro Deus irá se erguer e trazer a justiça verdadeira que vocês, insolentes, nunca conseguirão. Vocês não tem mais tempo... A humanidade está perdida...

Psiquiatra: (o psiqiatra levou um medo depois disso) Nossa! É pior. Melvin, o que você...

Melvin: (bate na mesa com força) Ui qnes est kabratch kai nies ur qries ni-eint ghain çabtdath einhen heihjklo knmen vous dfha fhen huskien tsehj jken lace xzen zhoun habent!

Fim da gravação.

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Nós ficamos com medo, o psiquiatra disse que isso era uma língua desconhecida. Como Melvin ficou assim?

Pegamos o Melvin e voltamos pra casa.

No dia seguinte, vimos no noticiário que no hospital que nós fomos aconteçeu algo terrível. Todos no hospital morreram por razões desconhecidas.

Não sei porque, mas parece que Melvin tem algo haver com isso...

Continua na parte 2...

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